Time vai mal nos fundamentos

Ciente das falhas, o técnico Marcelo Oliveira justifica a quantidade de erros

iG Minas Gerais | Lohanna Lima |

Declaradamente a “menina dos olhos” das equipes que a disputam, a Libertadores é a principal competição dos clubes brasileiros no ano. O sonho de conquistar a América mexe com as emoções das equipes e da torcida. Na ansiedade de conseguir o melhor resultado, muitos times deixam a euforia tomar conta na hora de fazer o principal: colocar a bola no fundo do gol. Parece ser esse o caso do Cruzeiro, que, mesmo tocando bem a bola e chegando ao ataque, não consegue converter as tentativas.

Se no Mineiro o clube tem o melhor ataque, na competição Sul-Americana a Raposa está em jejum. Contra o Universitario Sucre-BOL e o Huracán-ARG, a equipe criou boas oportunidades, mas esbarrou em problemas na hora de marcar e não saiu do 0 a 0 nas duas ocasiões.

O time celeste é líder em erros de cruzamentos e finalizações entre todos os times que disputam a Libertadores, e apenas o 24º colocado quando o assunto é finalização correta. Os números ruins assustam – ainda mais por se tratar do atual bicampeão brasileiro, que não costumava desperdiçar oportunidades na cara do gol.

Ciente das falhas, o técnico Marcelo Oliveira justifica a quantidade de erros. “Quando tinha um time entrosado, todos sabiam a hora da passagem do lateral, o tempo, o tipo de jogada que ele gosta. Por tudo que fizemos, poderíamos ter vencido, mas a bola não entrou e falhamos no capricho”.

Assim como no Estadual, Leandro Damião é o jogador que mais chuta ao gol na Libertadores, ao lado do uruguaio De Arrascaeta, ambos com oito tentativas. No entanto, o centroavante não tem conseguido repetir o bom momento do Mineiro, em que possui quatro gols e é o artilheiro do time.

Um dos destaques no duelo diante dos argentinos no Mineirão, o volante Willians, por muitas vezes, ajudou o Cruzeiro na armação das jogadas, mesmo não sendo sua especialidade enquanto primeiro volante. Para ele, o que dificulta é o fato de cada um dos atletas querer definir logo o jogo. “Não é ansiedade, o problema é que todo mundo quer fazer gol. Nossa movimentação foi muito boa, a gente trabalhou bem, mas quando a bola não entra, fica difícil. Mesmo se tivesse mais 15, 10 minutos, a gente não faria o gol”, enfatiza. 

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