ONU faz alerta contra proliferação de novas drogas

Até outubro do ano passado, foram detectadas 388 substâncias distintas no mundo

iG Minas Gerais |

Órgão destacou a diminuição da oferta de cocaína sul-americana
AIZAR RALDES
Órgão destacou a diminuição da oferta de cocaína sul-americana

Viena, Áustria. O Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes (Oice) manifestou sua preocupação com a proliferação de novas drogas elaboradas por traficantes para driblar as proibições e informou que prevê um “problema cada vez maior” de saúde pública.

“Recentemente tem surgido um número cada vez maior de novas substâncias psicoativas não submetidas a fiscalização, o que se tornou uma grande ameaça para a saúde pública e um verdadeiro fenômeno mundial”, afirmou o organismo das Nações Unidas, em seu relatório anual publicado em Viena.

Até 1º de outubro do ano passado, foram detectadas 388 substâncias distintas no mundo, o que representa um “aumento de 11%” relativo a 2013 e o dobro em comparação com 2009.

Elaboradas rapidamente em laboratórios, as novas substâncias – entre elas canabinoides sintéticos – enganam as legislações dos diferentes países e se beneficiam de um vácuo jurídico que permite que sejam comercializadas, especialmente pela internet.

Ilícitas. O órgão destacou também uma queda importante da oferta mundial de cocaína sul-americana, com um “efeito palpável nos principais mercados de consumo”. A evolução estaria ligada a uma diminuição de aproximadamente um terço das áreas dedicadas ao cultivo da coca em Colômbia, Bolívia e Peru, os três principais produtores mundiais da droga, entre os anos de 2007 e 2013.

O órgão da ONU destaca em particular a situação na Bolívia, onde o cultivo da coca caiu para os 23 mil hectares em 2013, “a menor área desde 2002”, e onde foram fechados 6.000 centros de produção de cocaína-base em um ano, assim como 67 laboratórios clandestinos.

O Oice também lamentou a legalização da maconha no Uruguai e em alguns Estados dos Estados Unidos, julgando que a medida contraria as decisões do direito internacional.

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