Cabo de guerra segue na base

Jorge Santos (PRB), também evangélico, usou o microfone para cobrar segurança no transporte coletivo da cidade

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Na sessão de ontem, os vereadores da bancada evangélica deixaram claro que a reunião que tiveram com o prefeito Marcio Lacerda (PSB) anteontem não os agradou. Alguns vereadores que sempre se posicionaram como base fizeram críticas à gestão de Lacerda no plenário.  

O impasse desse grupo com o Executivo começou quando, em fevereiro, Henrique Braga (PSDB) solicitou à prefeitura ajuda financeira para realizar uma festa ligada à igreja. No entanto, a prefeitura não se comprometeu a fazer doações. Por isso, ainda em fevereiro, Braga convocou os colegas da bancada evangélica – composta por 11 nomes e criada oficialmente na última semana – a não votar mais como aliados.

Com a ameaça de rebelião, uma reunião com Lacerda foi marcada anteontem. No encontro, o prefeito teria repetido não ter o recurso para o evento. Insatisfeito, ontem, Braga foi o único que votou pela derrubada de um veto de Lacerda e voltou a dizer que não votará como aliado. “A base tem que ter tratamento diferenciado, porque tudo que ele (Lacerda) lançou aqui nesses seis anos, ele teve o nosso apoio. Vamos começar a travar (a pauta) quando entrar os projetos do Executivo”, afirmou, lembrando que é independente.

Jorge Santos (PRB), também evangélico, usou o microfone para cobrar segurança no transporte coletivo da cidade.

Durante a sessão, o líder do governo, Preto (DEM), disse que houve um mal-entendido. Ele se reuniu com os colegas e garantiu que hoje terá votação de projetos do Executivo “com toda a base”.

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