A dupla poderosa está nivelada por baixo, por enquanto!

iG Minas Gerais |

Os cruzeirenses zoaram os atleticanos muito menos do que se imaginava depois da derrota do Galo, no Horto, para o Atlas, do México. Mas o motivo é simples: eles seguiam a máxima do Flávio Anselmo que diz: “Melhor guardar a minha boca para comer a minha farinha”, ressabiados que estavam com a remontagem do time pelo Marcelo Oliveira. Com razão! Atlético e Cruzeiro estão em situações parecidas neste princípio de temporada. Foram protagonistas em 2013 e 2014, apontados, precipitadamente, como favoritos a “bichos-papões”, novamente em 2015, mas que foram atropelados, por vendas, contusões e outros fatores que lhes obrigaram a recomeçar. Começar de novo Começos e recomeços nunca são fáceis! O negócio, como diz o Ivan Lins, é: “Desesperar, jamais!” Quem se precipitou e apontou Galo e Raposa como “papões”, novamente em 2015, foi a imprensa do Rio e de São Paulo, que só acompanha o futebol mineiro durante o Brasileiro. Antes e depois, nem tomam conhecimento do que se passa aqui em Minas. Divisor de águas O clássico de domingo poderá servir para o início da reação de um, de crise no outro ou mantê-los na mesma, em caso de empate. Estão mal na Libertadores. E pior: nenhum marcou um gol sequer até agora. O Atlético, péssimo, é o lanterna do grupo 1, com duas derrotas. Bem mau O líder do grupo do Atlético é o colombiano Santa Fe, com seis pontos, seguido pelo chileno Colo-Colo, com três. O Atlas também tem três pontos. O Cruzeiro é terceiro do grupo 3, com dois pontos, mesma pontuação do segundo, Universitario Sucre, da Bolívia, bem atrás do líder, Huracán, com quatro. O lanterna do grupo é o venezuelano Mineros, próximo adversário, que tem um ponto. Sem moleza Não há jogo fácil na Libertadores da América, principalmente quando o adversário é um argentino. O Huracán não tem grandes destaques individuais, mas o coletivo é bom e joga no tradicional estilo manhoso dos portenhos, com ótimo toque de bola, poucos passes errados e muita calma para “cozinhar” o jogo. E foi assim contra o Cruzeiro, que teve o predomínio das ações, porém, cauteloso demais. Falastrão Viajar na maionese é isso aí: no afã de levantar a bola do decadente Robinho, a assessoria dele planta a notícia de que ele teria recusado propostas de Atlético e Cruzeiro. História tão inventada que até o atacante diz que foi apenas “sondado”: “Tive sondagem do Atlético-MG, do Cruzeiro, mas, na iniciativa da tratativa, eu já cortei. Como não ia ter fundamento, já cortei logo”, afirmou. Caso tivesse sido contratado por algum dos nossos, poderíamos dizer que Minas teria “voltado a comprar bondes”.

Abjetos e nojentos Quem disse isso foi o Nestor Hein, diretor do Grêmio, mas há algum tempo eu defendo a extinção deste tribunal “superior” e todos os demais, estaduais, país afora, simplesmente pela desnecessidade deles. Só servem para gerar altos custos ao futebol, bancados obviamente pelos clubes e servir como palanques e polêmicas. O ideal seria o modelo utilizado pelos países de futebol mais forte do mundo. Um código que prevê todas as punições às infrações existentes no esporte, dentro e fora do campo.

Olho neles! Com essa história de clubes perderem pontos por salários atrasados, a CBF quer que os atletas acionem, além da Justiça comum, também a Justiça esportiva. Pra quê? Alguma manobra? Qual interesse de botar o STJD nisso? Seria um tribunal mais confiável que a Justiça comum? Pra quem?

Uma grande obra Com que prazer recebi das mãos do próprio autor e editor, o “Almanaque do Leão do Bonfim”, minucioso trabalho sobre 102 anos de história do Villa Nova, de 1908 a 2010. Trabalho do jornalista Wagner Augusto Álvares de Freitas, que beira à perfeição, feito com o carinho de só quem é mesmo apaixonado por uma causa. O Wagner é desse jeito. Encara com muita seriedade tudo o que se propõe a fazer. Adora futebol e, principalmente, o Villa. É uma obra impressionante, pela quantidade e qualidade de detalhes, além do material do livro, em papel couchê fosco 90 g e inacreditáveis 678 páginas.

Amor à causa Ou seja: produção caríssima, que o Wagner empreendeu por gostar do Leão do Bonfim, pois sabia e não tinha interesse em ganhar dinheiro com a obra. Porém, entrou para a história do clube, do futebol brasileiro e para a lista dos grandes pesquisadores e literatos mineiros.

Aí é fácil Alguém encarar uma empreitada dessas, envolvendo Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Vasco, Corinthians, Inter, Grêmio ou qualquer outro grande clube brasileiro, é “feijão sem bicho”, fácil, com apoiadores mil e uma boa grana no fim da jornada, mas um clube como o Villa, é amor à causa mesmo! Um clube que tem uma história fantástica no futebol brasileiro, mas que não atrai patrocínios nem vendas gigantes, como as dos clubes que têm as maiores torcidas do país.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave