Novo projeto de gasoduto entre Queluzito e Uberaba é apresentado

Gasmig apresentou o projeto nesta quarta-feira (4) na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)

iG Minas Gerais | JULIANA GONTIJO |

Um novo projeto para o gasoduto que deve levar o gás até a fábrica de amônia da Petrobras, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi apresentado nesta quarta-feira (4) na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Só que para tirar o projeto Novo Gás Oeste, que tem traçado de Queluzito, na região Central do Estado, até Uberaba/Uberlândia, do papel são necessários em torno de R$ 2 bilhões.“Estamos no limite do prazo, para que o gasoduto possa atender ao que foi estabelecido no contrato com a Petrobras, as obras deveriam começar ainda no primeiro semestre deste ano”, diz o consultor da Fiemg, responsável pelo projeto, Cláudio Veras. O prazo previsto é dia 1º de novembro de 2016.

Para ele, o gasoduto de mais de 450 quilômetros, pode ser viabilizado no prazo se contar com a agilidade da iniciativa privada. Uma possibilidade mais rápida seria a adoção do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que permite a contratação integrada de obras (“turn key”), no qual a contratada é a responsável pela elaboração dos projetos, execução e entrega da obra acabada. Já a contratação nos moldes da Lei de Licitações (8.666/93), torna mais difícil a execução no tempo necessário.

O presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Eduardo Lima Andrade Ferreira, disse que está preocupado com o prazo, que é desafiador. Entretanto, ele frisou que todas as medidas que são da alçada da companhia estão sendo tomadas para que o prazo seja cumprido. "Existem fatores que são externos, como o licenciamento ambiental”, diz. 

De acordo com ele, o traçado que será escolhido para o gasoduto e os recursos para as obras ainda não foram definidos. Além do gasoduto mineiro, há opções de traçado Uberaba-Ribeirão Preto e São Carlos-Uberaba.

O prefeito de Uberaba, Paulo Pial, disse o cronograma das obras da fábrica de amônia está adiantado. “Já tem em torno de 800 pessoas trabalhando na obra”, observou.

Durante o encontro na Fiemg, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir de Araújo Rôso Filho, afirmou que o projeto, que inclui a planta e o gasoduto, é estratégico para o país, já que 50% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados.

Além de definições, um problema que precisa ser superado para que as obras sejam viabilizadas é a operação padrão dos funcionários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Os funcionários continuam trabalhando, mas com atendimento básico.

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