Laudo que diz que estudante tinha problemas cardíacos não é oficial

Segundo o delegado, houve uma precipitação do médico legista ao divulgar o resultado que, segundo ele, não interfere em nada na linha de investigação

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Jovem será sepultado em Passos neste domingo
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O delegado Kleber Granja, que está a frente das investigações no caso do universitário mineiro Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, que morreu no último sábado (28) em Bauru, no interior paulista, após consumir dezenas de doses de vodka, pretende entrar com uma representação contra o diretor do Instituto Médico Legal (IML) que divulgou o laudo necroscópico dizendo que o estudante tinha problemas cardíacos e que o excesso do consumo de bebidas alcoólicas poderiam ter potencializado a doença. 

Ainda segundo Granja, ele adicionou ao inquérito policial um decreto pedindo segredo de Justiça em relação a toda a investigação sobre o caso, inclusive, extensiva a qualquer informação sobre laudos da morte. "Por enquanto, esse laudo não é oficial, eu não recebi até agora este laudo. O que houve foi uma precipitação do médico legista que divulgou o resultado do laudo", disse.

Conforme o delegado, essa informação não muda em nada o foco da investigação e o resultado do laudo é apenas um fragmento da investigação. O inquérito tem ainda cerca de 30 dias para ser concluído e, caso não seja, ele terá mais 30 dias para ficar pronto. Só após isso é que a Polícia Civil irá convocar uma entrevista coletiva para dar todos os detalhes sobre o caso e divulgar o resultado final do laudo.