Produção de equipamentos industriais sobe 9%, mas não compensa perdas

Ritmo acompanha a produção industrial como um todo, que cresceu 2% em janeiro, não compensando a retração de 3,2% em dezembro

iG Minas Gerais | Folhapress |

Indústrias mineiras produziram 1,4% a menos em setembro em relação a agosto
BOSCH / DIVULGAÇÃO
Indústrias mineiras produziram 1,4% a menos em setembro em relação a agosto

Com a maior produção de máquinas e equipamentos, a categoria de bens de capital (que sinaliza a quantas anda o investimento no país) impulsionou a indústria de dezembro para janeiro, com alta de 9,1%. O desempenho, porém, não inverte as perdas seguidas dos três meses anteriores. Só em dezembro a retração foi de 11,5%.

O ritmo acompanha a produção industrial como um todo, que cresceu 2% em janeiro, não compensando a retração de 3,2% em dezembro.

Na comparação com janeiro de 2014, os bens de capital caíram 16,4%. Para André Macedo, do IBGE, os dados mostram que, assim como a indústria geral, a categoria que indica a tendência dos investimentos na economia não mudou de trajetória e nem compensou as quedas dos meses passados. "O crescimento ocorreu sobre uma base muito fraca."

Para o Bradesco, a queda frente a janeiro de 2014 "reforça o baixo patamar dos investimentos no país". Com a maior produção de aço e petróleo, entre outros, a categoria de bens intermediários (insumos e matérias primas) também cresceu de janeiro para dezembro (0,7%), após dois meses em queda. Já os bens duráveis recuaram 1,4%, quarta queda seguida. A retração ocorreu por causa da menor produção de veículos. Já os semi e não duráveis teve recuo de 0,3% em janeiro na comparação com dezembro em razão da menor produção de vestuário e farmacêutica.

Em relatório, o banco diz que, 'de modo geral, o resultado positivo da indústria em janeiro não é um sinal de reversão na trajetória de queda observada desde o ano passado." As travas para uma recuperação do setor, diz, são "estoques em patamar elevado e do baixo nível de confiança do empresariado", além das "incertezas" à economia doméstica e global.

Para fevereiro, o Bradesco projeta uma estabilidade da produção da indústria. Se confirmada, o PIB do primeiro trimestre deve cair 0,5%. A projeção para o quarto trimestre aponta um recuo de 0,2% -o resultado será divulgado pelo IBGE no final deste mês.

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