MOC reconhece missão complicada para eliminar Sada Cruzeiro

Equipe do Norte de Minas sabe das dificuldades, mas crê em vitória para levar decisão para dentro de seus domínios

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Montes Claros vence o então terceiro colocado Brasil Kirin na última rodada
CID BRUNO
Montes Claros vence o então terceiro colocado Brasil Kirin na última rodada

 

O objetivo da temporada já foi cumprido pelo Montes Claros Vôlei. Mesmo com a consciência de que o que vier pela frente é lucro, o Pequi Atômico nem pensar em baixar a guarda para o Sada Cruzeiro, melhor classificado da primeira fase da Superliga masculina e grande favorito ao título.

"Reconhecemos que o time deles está bem acima de todos os outros. Mas não podemos fazer como tantas outras equipes, que parecem já entrar derrotadas antes mesmo da partida começar. Temos um grande respeito pela cidade, pela torcida e pelos investidores e é claro que queremos vencer. Os atletas estão imbuídos nesta missão de buscar a vitória", aponta o técnico Marcelinho Ramos.

As duas equipes fazem, no sábado, às 10h30, no ginásio do Riacho, em Contagem, o primeiro jogo das quartas de final. Quem vencer duas partidas da série melhor de três garante presença na semifinal. Para se classificar, o Montes Claros precisará, inevitavelmente, passar pelo atual campeão brasileiro fora de casa. Por mais que eliminar o favorito tenha sabor de título, Marcelinho prefere ir com calma em busca da meta.

"Não podemos dar um passo maior que a perna. Vamos pensar, primeiro, neste jogo de abertura dos play-offs. Temos que fazer uma coisa de cada vez para chegar ainda mais longe. Será um jogo difícil e um triunfo dependerá do nosso bom desempenho em todas as funções que forem possíveis", alerta.

Para este jogo, o técnico terá o desfalque do oposto Léo Mello, que fará nesta quarta-feira, uma cirurgia no rosto para corrigir uma lesão no maxilar. Ele ficará duas semanas afastado das quadras e pode ter se despedido da Superliga no último jogo da fase classificatória, quando o time garantiu a presença no G-8 ao vencer o Vôlei Brasil Kirin-SP. O experiente Edinho, com passagem pelo Minas Tênis Clube, assume a posição.

As dificuldades são reconhecidas por Marcelinho, que tem papel importante em passar a chance real de vencer os celestes para seu grupo. "Quando se vai enfrentar um time deste porte, é preciso fazer algo diferente. Nenhum técnico pensa em derrota e eu não fujo disso. Normalmente, a equipe mais forte leva vantagem quando a decisão é em série superior a um jogo. Mas é possível vencê-los sim", afirma.

Superação. Marcelinho Ramos chegou no começo da temporada e pegou um grupo ainda em construção, no meio do Campeonato Mineiro. Faltavam apenas duas semanas para a estreia na Superliga quando ele assumiu, precisando correr contra o tempo para achar a melhor formação.

"Tivemos dificuldades no começo, o tempo era um fator que pesava contra. Um esporte coletivo como o vôlei demanda muito a questão de conhecer o grupo e formar a ideia de montagem do time titular. Finalmente, achamos uma base e partimos deste princípio. Nos momentos necessários, fizemos algumas mudanças", lembra Marcelinho.