Obama e Netanyahu expõem diferenças sobre Irã

Premiê de Israel provocou mal-estar com a Casa Branca ao aceitar falar no Congresso dos EUA

iG Minas Gerais |

Washington, EUA. Os líderes máximos de EUA e Israel protagonizaram ontem um grande choque diplomático a respeito das negociações sobre o programa nuclear iraniano, depois que Benjamin Netanyahu assegurou que as conversas em andamento permitirão a Teerã desenvolver armas nucleares. Sem omitir sua irritação com o emotivo discurso de Netanyahu no Congresso norte-americano, o presidente Barack Obama afirmou que o líder israelense não trouxe à mesa nenhuma ideia nova e sequer apresentou qualquer “alternativa viável” para resolver a questão.

O discurso de Netanyahu atacando furiosamente o acordo negociado pelo chamado grupo 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia, mais a Alemanha) com o Irã foi pronunciado quando o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se reunia com seu colega iraniano na Suíça.

O Partido Republicano, que controla as duas câmaras do Congresso, convidou Netanyahu a fazer o discurso sem consultar a Casa Branca ou o Departamento de Estado, um gesto que motivou um visível mal-estar no governo.

Em seu discurso, Netanyahu assegurou que o acordo negociado com o Irã pelos países ocidentais é “muito ruim”. “Meus amigos: por mais de um ano nos disseram que a falta de um acordo era melhor do que um acordo ruim. É um acordo muito ruim. Ficaremos melhor sem ele”, disse o líder israelense.

“Este acordo não impedirá que o Irã desenvolva armas nucleares”, afirmou Netanyahu, garantindo que as negociações não bloquearão o avanço iraniano para uma bomba atômica e sustentando, ao contrário, que o acordo deixaria Teerã com um "vasto" programa nuclear em andamento.

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