Erupção de vulcão eleva nível de rios e retira 3.500 de casa

Especialistas ainda temem que atividade provoque uma avalanche de neve sobre a região

iG Minas Gerais |

Transtorno. População de Pucón, a 800 km de Santiago, precisou fugir da cidade na madrugada desta segunda
FRANCISCO NEGRONI/AFP
Transtorno. População de Pucón, a 800 km de Santiago, precisou fugir da cidade na madrugada desta segunda

Pucón, Chile. Um dos vulcões mais ativos da América do Sul entrou em erupção na madrugada desta terça no sul do Chile, expelindo fumaça no ar, enquanto a lava descia por suas encostas.

A situação fez com que as autoridades retirassem milhares de pessoas da região. O vulcão Villarrica entrou em erupção às 3h (horário local), segundo o Escritório Nacional de Emergências, que emitiu um alerta vermelho e ordenou a retirada das pessoas.

Meios de comunicação locais mostraram imagens de explosões no topo do vulcão, fumaça densa e rios de lava. Autoridades temem que deslizamentos, provocados pelo derretimento da neve que cobre a superfície da montanha, possam representar um perigo para as comunidades próximas.

O vulcão de 2.847 metros de altura localiza-se na região central do Chile, a 670 quilômetros ao sul de Santiago. Em seu sopé está localizada a pequena cidade de Pucón, cuja população é de cerca de 22 mil habitantes.

Na segunda-feira, as autoridades chilenas haviam emitido um alerta laranja por causa do aumento da atividade no vulcão. Cerca de 3.500 pessoas já haviam sido retiradas, dentre elas turistas, disse o ministro do Interior e da Segurança, Rodrigo Penailillo.

Penailillo informou que a erupção provocou a elevação do volume das águas de vários rios da região, por causa do derretimento da neve na encosta da montanha. Villarica é coberto por uma camada de neve de 40 quilômetros quadrados. Autoridades observam atentamente as quatro comunidades que podem ser atingidas por deslizamentos de terra com o derretimento da neve.

Cerca de 200 pessoas, que estão sem ligação com vias importantes por causa da destruição de duas pontes, também são monitoradas. As pontes foram destruídas pela elevação do nível das águas dos rios.

A presidente Michelle Bachelet chegou a Pucón em meio a saudações e vaias nesta terça para verificar os preparativos de segurança e declarou emergência agrícola para ajudar os fazendeiros.

Perigo. O Chile tem mais de 2.000 vulcões na Cordilheira dos Andes e cerca de 90% deles permanece ativo. O Villarrica é considerado um dos mais perigosos.

Segundo a subcomandante dos Carabineiros (polícia militar chilena) em Villarica, Rosmari Cruzat, o processo de retirada durou menos de 30 minutos, já que os moradores de Pucón já haviam sido alertados e treinados para uma erupção vulcânica.

Os agentes buscam ainda moradores que possam ter ficado em suas casas apesar do alerta. As aulas das escolas na região foram suspensas, já que as instituições de ensino serão usadas como abrigo até que a erupção termine.

O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, disse que a atividade do Villarica diminuiu, mas as autoridades não descartam a possibilidade de avalanche da neve que tradicionalmente cobre o vulcão.

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