Gino Cucchiari

Diretor comercial da New Holland Construction

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

O que esperar da economia neste ano?

Nessas épocas, o grande problema é a volatilidade do nosso produto. No mundo, tivemos a primeira grande crise do petróleo, depois, veio outra crise do petróleo, introdução do euro que foi penosa no negócio, e, em 2009, a crise dos bancos, então, cada vez tem uma queda de mercado acentuada. O difícil para nós é tentar estimar o tamanho da queda.

O senhor acredita que essa crise atual no país é maior que as outras?

Não, acho que essa é menor. E digo mais: estamos tendo uma certa inversão no cenário mundial. Os outros mercados que na crise caíram muito – Estados Unidos e Europa – estão subindo agora, e os famosos Brics – Índia, China, Rússia e América Latina – tiveram queda no ano passado.

Qual é a previsão de baixa na produção do setor de máquinas?

Quando se tem uma situação com desvalorização cambial, tenta-se aumentar as exportações e adequar os estoques da rede. No mercado, a previsão é de uma queda de 5% na parte de equipamentos leves e de 10% a 15% na área de máquinas pesadas neste ano. A New Holland tem uma grande vantagem, porque sempre que chega uma crise estamos investindo mais.

E por que isso acontece? Temos que cuidar dos nossos clientes, dos nossos acionistas e dos concessionários. Então, não temos muito choque quando chegam essas crises. 

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