Polícia vai pedir prisão de PM acusado de matar dançarino DG

Douglas Rafael da Silva Pereira foi encontrado morto próximo a um barranco, dentro de uma creche da comunidade

iG Minas Gerais | Folhapress |

O corpo de Pereira foi localizado nesta terça-feira (22) dentro de uma creche no complexo
Reprodução/Globo
O corpo de Pereira foi localizado nesta terça-feira (22) dentro de uma creche no complexo

O inquérito sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, morto na favela Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, no Rio de Janeiro, em abril de 2014, foi concluído pelo delegado Gilberto Ribeiro, do 13ª DP (Ipanema), e aponta um soldado PM como responsável pelo crime.

Ribeiro vai pedir nesta quarta-feira (4) a prisão, sob acusação de homicídio, do soldado Walter Saldanha Correa Júnior, segundo informação divulgada pelo "Jornal Nacional", da TV Globo.

O laudo da necropsia, ao qual a emissora teve acesso, identificou que o tiro supostamente disparado pelo PM teria atingido DG pelas costas, entre a região lombar e a região dorsal, de baixo para cima. A bala destruiu o pulmão e saiu perto do ombro direito.

No dia 14 de janeiro, o jornal "Extra" já havia antecipado que o laudo da perícia indicaria que a bala que causou os ferimentos mortais ao dançarino havia saído da arma de um PM.

A reportagem não conseguiu contato com o delegado Ribeiro nem com o acusado na noite desta terça-feira (3).

DG foi encontrado morto próximo a um barranco, dentro de uma creche da comunidade. Ele era dançarino do programa "Esquenta", da TV Globo, e sua morte causou uma série de protestos. Um desses atos resultou na morte de outro rapaz. Segundo familiares, Douglas teria ido até a comunidade para visitar a filha de 4 anos, que vive na comunidade.

De acordo com a coordenação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), PMs da unidade foram checar uma denúncia de que traficantes armados estariam circulando num beco da favela. Ao chegar à viela, eles foram recebidos a tiros. Houve confronto, mas não teriam sido identificado feridos. No dia posterior ao confronto, o corpo de DG foi encontrado durante a perícia realizada pela Polícia Civil.

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