Lava Jato não pode penalizar os trabalhadores, diz Gabas

Lava Jato não pode penalizar os trabalhadoreTambém presente na audiência, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) voltou a defender os acordos de leniência e disse que, com eles, os empregos são preservados

iG Minas Gerais | Folhapress |

O ministro da Previdência, Carlos Gabas, afirmou nesta terça-feira (3) que a Operação Lava Jato, que investiga desvio de recursos da Petrobras, "não pode penalizar os trabalhadores", após citar demissões feitas por empreiteiras acusadas de envolvimento no esquema.

Gabas defendeu os acordos de leniência com as empresas, que livrariam elas de uma eventual declaração de inidoneidade, por meio da qual elas são impedidas de contratar com o poder público. As declarações do ministro foram dadas durante audiência com a bancada do PR na Câmara para explicação das medidas do ajuste fiscal do governo.

"Você vai corrigir isso aqui e segue sua vida com os seus empregos, porque se não o Brasil, que fez opção correta de ter conteúdo nacional na indústria de base, principalmente nas plataformas e nas sondas, não vai poder cumprir isso porque não vai ter empresa para fazer, vamos ter que contratar na China, aí vamos dar emprego para a China e vamos derreter os empregos no país", afirmou o ministro.

Gabas defendeu que "a sociedade" deve "se levantar e defender o emprego".

"Não [é defender] quem fez a falcatrua, quem fez tem que ser responsabilizado, tem que ser preso; agora, não pode penalizar os trabalhadores. São milhares e milhares de empregos que vamos perder e nossa economia vai encolher por uma questão que não é de responsabilidade do trabalhador", declarou.

Também presente na audiência, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) voltou a defender os acordos de leniência e disse que, com eles, "os empregos são preservados e as regiões que dependem desses investimentos são preservadas".

Os acordos de leniência, previstos na Lei Anticorrupção, são centro de uma polêmica entre o Ministério Público Federal e o governo federal. Procuradores são contra esse instrumento e dizem que pode atrapalhar as ações em andamento. O governo afirma que a competência está definida em lei e que não há repercussão nas ações penais.

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