Snowden negocia seu retorno aos EUA, diz advogado

Por enquanto, segundo o advogado, a única promessa feita pelo procurador-geral dos EUA é que, caso Snowden volte e seja submetido a um julgamento, ele não será condenado à pena de morte

iG Minas Gerais | AFP |

Nesse domingo (1), Snowden disse em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que adoraria morar no Brasil, e que não sabia que o governo brasileiro havia negado que tenha recebido seu pedido
AP Photo/Human Rights Watch, Tanya Lokshina
Nesse domingo (1), Snowden disse em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que adoraria morar no Brasil, e que não sabia que o governo brasileiro havia negado que tenha recebido seu pedido

Edward Snowden, asilado pela Rússia após divulgar informações confidenciais sobre a espionagem em massa feita pelo serviço de inteligência americano, está negociando a sua volta para os Estados Unidos, afirmou seu advogado nesta terça-feira (3).

"Não vou fazer segredo; (...) ele quer voltar para casa. E estamos fazendo tudo que é possível agora para resolver essa questão. Está trabalhando nisso um grupo de advogados dos EUA e da Alemanha, e eu estou cuidando da parte russa", disse em entrevista coletiva Anatoly Kucherena, advogado de Snowden na Rússia.

"Snowden está preparado para retornar aos EUA, mas é necessária a garantia de um julgamento legal e imparcial", adicionou Kucherena.

Por enquanto, segundo o advogado, a única promessa feita pelo procurador-geral dos EUA é que, caso Snowden volte e seja submetido a um julgamento, ele não será condenado à pena de morte.

O ex-analista da NSA recebeu asilo temporário da Rússia. Kucherena disse que, embora "viva como um homem livre", Snowden deve ocultar detalhes de sua vida por motivos de segurança e deve ser sempre acompanhado por um guarda-costas.

"Certamente ele cumpre com medidas de segurança. Mas também viaja, vai as lojas, aos museus, aos teatros. É um homem livre", afirmou o advogado.

Os EUA querem julgar Snowden por vazar grande quantidade de informações sobre os programas secretos de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Os milhares de documentos vazados comprovam as operações de espionagem em massa feitas pelas autoridades americanas várias pessoas, incluindo chefes de Estado, como a presidente Dilma Rousseff.

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