Polícia pede prisão preventiva de suspeito de tentar matar promotor

Inquérito foi entregue à Justiça na manhã desta terça-feira; promotor foi baleado no dia 21 de fevereiro

iG Minas Gerais | Da redação |

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do ex-vereador Valdelei José de Oliveira, suspeito de envolvimento no ataque ao promotor Marcus Vinicius Ribeiro Cunha, ocorrido no último dia 21 de fevereiro. O inquérito que apurou o caso foi concluído e entregue à Justiça nesta terça-feira (3), de acordo com a Polícia Civil. O filho de Oliveira, Juliano Aparecido de Oliveira, confessou ter atirado na vítima e foi preso no dia seguinte ao crime. Ele e o pai estão detidos em Monte Carmelo, onde Valdelei cumpre prisão temporária.

De acordo com a delegada Claudia Franchi, que conduziu o inquérito, as investigações apontaram que Juliano teria sido instigado pelo pai, que é ex-presidente da Câmara de Monte Carmelo, a cometer o crime. O documento pede o indiciamento de Oliveira e de seu filho pela tentativa de homicídio por motivo fútil e sem meio de defesa por parte da vítima. Juliano Oliveira responde também por porte ilegal de arma, que estava com a numeração raspada.

Após passar pela Justiça, as informações sobre o inquérito devem ser encaminhadas ao Ministério Público.

O caso

O promotor Marcus Vinicius Ribeiro Cunha foi atingido por quatro tiros na noite de 21 de fevereiro, no momento em que saía da promotoria da cidade. Ele foi internado no Hospital Santa Clara, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro e recebeu alta no dia 25 de fevereiro.

Juliano Aparecido de Oliveira confessou ter efetuado os disparos e levou os policiais até um matagal onde a pistola calibre 380 usada no atentado estava escondida. Ele é filho de Valdelei José de Oliveira, ex-presidente da Câmara de Monte Carmelo, que teria sido o mandante do crime. Os dois foram presos e levados para o presídio de Monte Carmelo.

Segundo a Polícia Militar, o promotor já havia recebido algumas ameaças por causa do seu trabalho contra a criminalidade.

A motivação do crime cometido pelo ex-vereador pode ter sido um acerto de contas, já que ele foi alvo de denúncia do promotor em 2013, por envolvimento em fraudes de licitações na Câmara. Na época, Valdelei foi procurado e teve prisão decretada durante a Operação Feliz Ano Novo. 

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