Em um mês, menos de um terço da meta de economia de água foi alcançada

De acordo com a Copasa, se o índice de economia não alcançar os 30% estabelecidos pela companhia, o sistema que abastece a região metropolitana poderá entre em colapso entre junho e julho

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

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CARLOS RIHENK - 21.8.2002
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Em um mês de campanha, menos de um terço da meta de economia de água proposta pela Copasa foi alcançada em todo o Estado. No dia 22 de janeiro, a companhia lançou à população o desafio de economizar 30% no consumo de água como uma das medidas para evitar o racionamento, mas segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3), a redução do consumo em Minas Gerais foi de apenas 7,4%.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, o índice de economia foi de 9,4%, o que, segundo a Copasa, não é suficiente para evitar um colapso no abastecimento. Caso o índice atual de redução no consumo da região metropolitana não alcance os 30% pedidos pela companhia e o volume de chuvas de 2015 não superar o de 2014, a previsão é de que o Sistema da Bacia do Paraopeba, que abastece toda a área, entre em colapso entre junho e julho.

A Copasa informou que reconhece o esforço dos consumidores e pede que eles continuem usando água de forma racional.

Pacto das Águas

Nesta terça-feira (3), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) apresentou ao governador Fernando Pimentel (PT)  o “Pacto de Minas pelas Águas”. A entidade se comprometeu a cooperar para que as metas de redução no consumo de água sejam atingidas, entretanto, disse que é impensável para alguns setores da indústria atingir os 30% de economia.

Em contrapartida, a entidade também demandou que medidas seja tomadas pelo governo estadual, como redução nas perdas de água no sistema de abastecimento da Copasa e revisão dos mecanismos tarifários e regulatórios visando estimular e assegurar o melhor uso da água. 

A federação também pede a revisão do ICMS ecológico (Lei Robin Hood) para municípios que adotarem medidas de proteção, controle, recuperação, gestão de oferta relativos aos recursos hídricos, atendendo as indústrias que também cumprirem a sua meta.

Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, também é importante contar com a transparência do governo quanto a medidas que vão ser adotadas. Outra preocupação do dirigente é tentar evitar racionamentos que atinjam a indústria. “Para alguns setores da indústria, é impensável um racionamento de água que atinja 30%, principalmente aqueles que têm na água sua matéria-prima e não somente insumo. Na siderurgia, temos exemplos como a Vallourec que reutiliza 98% da água que consome. Nestes casos é muito complicado falar em redução”, disse.

Em seu discurso, o governador ressaltou o empenho que o governo terá em reduzir a taxa de desperdício na distribuição da água da Copasa, que hoje está em torno de 40%, o que ele chamou de “inaceitável”. Segundo Pimentel, o sistema hídrico que abastece a região metropolitana de Belo Horizonte tem reserva para apenas mais quatro meses, caso os hábitos de consumo e a gestão do recurso não mudem.

O governador declarou que a sobretaxa sobre o consumo da média de água distribuída pela Copasa pode ser o suficiente para “incentivar o consumidor a diminuir o uso da água e evitar o racionamento”.  

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