Caminhoneiros protestam em São Paulo, mas não bloqueiam estrada

O protesto ocorre mesmo após a sanção, pela presidente Dilma Roussef, da Lei dos Caminhoneiros, que atende grande parte das revindicações da categoria

iG Minas Gerais | Folhapress |

Senado aprova flexibilização do descanso para motoristas profissionais
DENILTON DIAS/O TEMPO
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Um protesto de caminhoneiros ocorre desde as 9h desta terça (3) na rodovia Raposo Tavares (SP-270), próximo ao município de Assis. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, os caminhoneiros estão parados nos acostamentos da rodovia, mas não há informações de que estejam bloqueando a passagem dos veículos.

O protesto ocorre mesmo após a sanção, pela presidente Dilma Roussef, da Lei dos Caminhoneiros, que atende grande parte das revindicações da categoria. Entre as principais mudanças estão o aumento do tempo máximo diário de direção dos motoristas e a redução do número de paradas para descanso.

Também foram introduzidas mudanças que vão permitir que os caminhões não paguem pedágio pelos eixos que não estiverem em uso e a permissão para que eles trafeguem com mais carga que o permitido até então. A lei ainda depende de regulamentação para ser implementada.

Até as 7h, caminhoneiros ainda bloqueavam rodovias federais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, apesar das ameaças da Justiça de aplicar multas de até R$ 10 mil por hora paralisada.

São registrados ao menos oito pontos de bloqueios nas rodovias gaúchas.

Os trechos bloqueados pelos manifestantes atingem trechos das rodovias nas cidades de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen, Três Passos, Três de Maio, São Sepé, Palmeiras das Missões, Pejuçara e Panambi.

No trecho as BR-158, nas cidades de Pejuçara e Panambi, os grevistas atearam fogo em pneus para bloquear a passagem de veículos.

Manifestantes também protestam, mas sem bloquear rodovias, nas cidades de Júlio de Castilhos, Bagé, Soledade, Fontoura Xavier, Rio Grande e Santa Maria.

Em Santa Catarina, por volta das 7h os grevistas bloqueavam três trechos da BR-163 nas cidades de Guaraciaba, São José do Cedro e Guarujá do Sul. Também havia um bloqueio na BR-282, em São Miguel do Oeste.

Os caminhoneiros pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho.

CONFRONTO

Um confronto entre caminhoneiros e policiais rodoviários no km 397 da rodovia BR-116, em Camaquã (127 km de Porto Alegre), levou ao menos seis pessoas a hospitais, no final da tarde de segunda-feira (2).

Por volta das 17h, um grupo de manifestantes parou os caminhões em um posto de combustível às margens da rodovia e tentava interceptar caminhoneiros que passavam pelo local. Parte dos comerciantes da cidade fechou as lojas em apoio à greve dos caminhoneiros.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os manifestantes jogavam pedras contra os caminhões que não aderiam ao protesto. Vários veículos tiveram para devido aos retrovisores quebrados, de acordo com a PRF.

A PRF utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter os manifestantes, que revidaram jogando pedras contra os policiais.

Dois manifestantes foram atingidos por balas de borracha e quatro passaram mal devido ao efeito do gás lacrimogêneo. Eles foram levados a hospitais da região. Nenhum policial ficou ferido.

O protesto terminou por volta das 23h30 após várias tentativas dos manifestantes de tentar bloquear a rodovia.

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