Sada Cruzeiro reconhece pressão 'natural' de conquistar Superliga

Maior vencedor do país nos últimos anos não quer vencer campeonato brasileiro para compensar quedas no Sul-Americano e Copa Brasil

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Filipe lembra que play-offs marca início de um novo campeonato
RENATO ARAÚJO - SADA CRUZEIRO
Filipe lembra que play-offs marca início de um novo campeonato

O favoritismo é inegável e ninguém foge dele. Acostumado com decisões, o Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro, agradece pela Superliga masculina, finalmente, chegar em um momento de maior responsabilidade, com jogos valendo muito mais do que três pontos.

Um tropeço pode fazer a diferença para uma desclassificação e isso é tudo que os comandados de Marcelo Mendez, que se classificaram na liderança isolada após 22 rodadas, não querem diante do Montes Claros Vôlei, a partir do próximo sábado, às 10h30, no ginásio do Riacho, em Contagem.

Por ter feito melhor campanha, o Cruzeiro jogará a primeira partida em casa e precisará de apenas mais um triunfo para se garantir na semifinal. Em caso de triunfo do Pequi Atômico, o terceiro jogo da série volta a ser realizado no Riachão. O time celeste busca a quinta final seguida da Superliga. 

"Agora começa um outro campeonato e sabemos que teremos ainda mais trabalho e tantas outras dificuldades. No começo, travamos uma briga com Taubaté, mas depois conseguimos abrir e manter a vantagem. Tudo que fizemos foi pensando neste momento. O foco, agora, precisa ser maior, assim como a determinação, o comprometimento. Temos que entrar com tudo", indica o ponta Filipe.

Sem título de destaque na temporada, equipe coloca pressão natural sobre si mesma Depois do time ter deixado escapar os títulos do Sul-Americano e da Copa Brasil, competições nas quais defendia a conquista, o elenco sabe que a Superliga é tudo que lhe resta. Terminar a temporada sem um campeonato de expressão no currículo nem passa pela cabeça dos jogadores, que sabem que estão diante do maior desafio da temporada.

"Vamos atrás da Superliga e o elenco, por conta própria, coloca uma pressão em si mesmo para fazer seu papel. É uma responsabilidade que temos e carregamos até com uma certa naturalidade. Não é algo que nos sobrecarrega, tem limite, mas existe. Derrotas acontecem, fazem parte, não somos imbatíveis. Cair é difícil de aceitar, mas faz parte do jogo. Não é moleza manter o mesmo patamar ano após ano", declara Filipe.

Para não passar em branco. Nos últimos cinco anos, o clube ganhou tudo que era possível. No entanto, este quadro se repetir é improvável, por mais que a torcida tenha ficado mal acostumada. "Vou morrer e nascer de novo e não vamos ver um time ganhar cinco campeonatos como aconteceu há duas temporadas. Aquilo ali foi algo para colocar em uma moldura para a eternidade, servindo para mostrar para os netos e bisnetos. Existem times tão bons quanto o nosso, quando o jogo começa as chances são de 50% para cada lado. Essa coisa da temporada passar em branco não passa muito pela nossa cabeça", adverte o líbero Serginho. Na temporada 2012/2013, o times celeste foi campeão do Mineiro, da Copa Brasil, da Superliga, do Mundial e do Sul-Americano. 

No começo da atual temporada, o Sada Cruzeiro conquistou o Mineiro e o Torneio de Irvine, nos EUA. Campeonatos que não possuem a mesma expressão de uma Superliga, mas que não permitiam queda do grande favorito. "Já imaginou se a gente não ganha estes torneios? Se vencemos, fizemos a obrigação. Senão, a pressão seria imensa, na certa", mostra Serginho.