É o ano dos relógios inteligentes

Diferentemente da maioria dos modelos, o robusto Urbane LTE tem seu próprio chip e pode ser utilizado para telefonar sem necessariamente estar vinculado a um smartphone

iG Minas Gerais |

Barcelona. Desafiando o ceticismo e o estigma de serem considerados apenas para os excêntricos, as empresas de telefones celulares buscam transformar em sucessos de venda, neste ano, os relógios conectados à internet e aos smartphones. Muitos foram lançados no último ano, mas em 2015, afirmam os analistas, irá ocorrer um boom, com os fabricantes competindo para tornar os relógios e outros objetos de tecnologia “wearable”, ou vestíveis, mais elegantes e práticos. O lançamento do primeiro relógio inteligente da Apple, nas próximas semanas, marcará “um ponto de virada para os ‘wearable’” em 2015, afirma o grupo de pesquisas CCS Insight em relatório. Antes dessa apresentação, os rivais asiáticos da Apple lançarão nesta semana, no Mobile World Congress de Barcelona, seus relógios de pulso conectados à internet.

A sul-coreana LG lançou o Urbane LTE, seu primeiro relógio de luxo conectado que pode fazer ou receber chamadas, por meio de fones de ouvido sem fio ou falando diretamente com o pulso.

Diferentemente da maioria dos modelos, o robusto Urbane LTE tem seu próprio chip e pode ser utilizado para telefonar sem necessariamente estar vinculado a um smartphone. O gigante chinês Huawei também apresentou um luxuoso relógio: um aparelho circular de aço inoxidável que recebe mensagens de texto, e-mails e notificações de chamada ao mesmo tempo em que calcula o ritmo cardíaco e as calorias consumidas.

O setor estuda com expectativa se os relógios serão os primeiros artigos da tecnologia “de usar” capazes de alcançar realmente um mercado de massas. “Nos estudos de consumidor que fizemos, perguntamos para que serve um relógio inteligente, e não tinham ideia”, explicou Ben Wood, diretor de pesquisas da CCS Insight.

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