Em busca da batida perfeita

Números mostram que aproveitamento da equipe é melhor sem um homem de referência no ataque

iG Minas Gerais | Diego Costa / Fernando Almeida |

Falta encaixar. Técnico Levir Culpi (de boné na foto) admite que ainda não achou o “ponto ideal” para o ataque da equipe atleticana
JOAO GODINHO / O TEMPO
Falta encaixar. Técnico Levir Culpi (de boné na foto) admite que ainda não achou o “ponto ideal” para o ataque da equipe atleticana

Com ou sem centroavante? Esse é o maior dilema que o técnico Levir Culpi vive hoje na temporada. Após três derrotas seguidas, o Galo voltou a vencer em 2015 ao bater o Guarani no último domingo, e conseguiu isso com uma formação sem o chamado “homem de referência” no ataque, uma opção bem-sucedida no ano passado. Para o clássico do próximo domingo, contra o Cruzeiro, o argentino Lucas Pratto deve ficar à disposição de Levir, que terá a semana inteira para pensar na tática ideal para bater o arquirrival.

Os números mostram que o Atlético de Levir Culpi apresenta um aproveitamento melhor quando atua sem um centroavante (confira o infográfico abaixo). Curiosamente, o esquema ganhou força no time após a vitória sobre o próprio Cruzeiro, no clássico do dia 21 de setembro, pelo Brasileiro de 2014. Naquela oportunidade, o Galo venceu a Raposa por 3 a 2, no Mineirão. Em seguida, a formação também foi adotada na inédita conquista da Copa do Brasil.

De lá para cá, os próprios centroavantes à disposição levaram o técnico alvinegro a optar pela intensa movimentação da linha de frente do time, com Dátolo, Carlos, Luan e Tardelli. Pelo rendimento ruim dentro de campo e as confusões fora dele, a dupla Jô e André perdia espaço na Cidade do Galo.

Mas a saída de Diego Tardelli e a chegada de Lucas Pratto fez Levir mudar a ideia. Apesar de o argentino dizer que prefere atuar com liberdade no ataque, Culpi preferiu apostar na escalação dele como centroavante fixo no meio. As vitórias até vieram – sobre Tupi, Mamoré e Democrata-GV –, mas a lesão do atleta e o aproveitamento ruim de Jô e André voltaram a criar uma dúvida na cabeça de Levir.

“Começamos a temporada com o Pratto, e ele se machucou. Agora estou vendo como fica. Vamos ficar com essa referência quando ele voltar. Estamos sofrendo esse desgaste e não estamos jogando bem. Não achamos ainda o ponto do time”, afirmou o técnico Levir Culpi.

A grande preocupação do treinador é afinar a equipe para o jogo do próximo dia 18, contra o Santa Fe-COL, em Bogotá, na Colômbia. Na lanterna do grupo 1 da Libertadores, o Galo precisa de uma vitória diante dos colombianos para sair do buraco e manter viva as chances de classificação para a próxima fase.

Olho no rival

Raposa. Nesta segunda, os jogadores admitiram que vão acompanhar o jogo do Cruzeiro contra o Huracán-ARG, hoje, pela Copa Libertadores. A Raposa é o próximo adversário do Galo, pelo Campeonato Mineiro.

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