“Não somos imunes a erros”

A ideia é que os parlamentares tenham que solicitar à Casa autorização para o uso dos bilhetes para a mulher ou marido, entre o Estado e a capital federal, em casos específicos

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Marido da deputada Brunny (PTC), Hélio Gomes não pretende usar as passagens porque tem avião
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Próprio. Marido da deputada Brunny (PTC), Hélio Gomes não pretende usar as passagens porque tem avião

BRASÍLIA. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse nesta segunda que a medida que concede aos cônjuges de parlamentares o direito de viajar de graça entre Brasília e o Estado de origem foi mal interpretada e tratada erroneamente como regalia. “Foi uma repercussão muito negativa. Não houve entendimento correto. Estamos sempre subordinados à vontade da opinião pública”.

Em 2009, a Câmara restringiu o uso dos bilhetes aéreos aos deputados e assessores depois do episódio que ficou conhecido como farra das passagens, quando deputados usaram dinheiro público para custear viagens de familiares, assessores e cabos eleitorais para destinos nacionais e internacionais.

Ao tentar minimizar a repercussão negativa da aprovação da chamada bolsa esposa, Eduardo Cunha afirmou que vai sugerir nesta terça aos outros integrantes da Mesa Diretora da Casa regras mais rígidas para a concessão dos benefícios.

A ideia é que os parlamentares tenham que solicitar à Casa autorização para o uso dos bilhetes para a mulher ou marido, entre o Estado e a capital federal, em casos específicos.

Os técnicos da Casa ainda avaliam os critérios. “Não foi precipitado. Não acho que foi precipitado nem que deveria tomar mais cuidado. Acho muito bom quando se faz uma atitude e pode ter tranquilidade de vir e rever, cometer situações que temos uma convicção e vemos que a convicção não teve a receptividade da opinião pública”, disse. E completou: “Não somos imunes a críticas e possíveis erros. Temos que ter tranquilidade para resolver o problema”. A reedição da bolsa esposa foi uma promessa de campanha de Eduardo Cunha.

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