‘Bancada pop’ é a mais festejada no Congresso

Nas ruas e entre os novos colegas, Bolsonaro, o filho, sente o bônus e o ônus de seguir os passos do outro Bolsonaro, o pai

iG Minas Gerais |

Deputado Sérgio Reis é um dos mais assediados na Câmara
DIDA SAMPAIO
Deputado Sérgio Reis é um dos mais assediados na Câmara

Brasília. O ano legislativo na Câmara dos Deputados completou um mês no domingo e não são apenas as derrotas sofridas pelo governo e a expectativa pela lista do procurador-geral da República que chamam a atenção. A “bancada pop” já tem seus membros que atraem olhares, pedidos de selfies e autógrafos pelos mais diversos motivos.

Os estreantes chamam a atenção pela indumentária, pela carreira artística, pelo jeito de falar e, como no caso de Jair Bolsonaro (PP-RJ), pelos ascendentes. O polêmico deputado não anda mais desacompanhado pelos corredores do Congresso. No plenário, faz questão de apresentar o rapaz alto, 30 anos, olhos claros e cabelos bem aparados. “É como se eu fosse um estagiário do meu pai no Congresso nesses primeiros dias”, diz o estreante Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do polêmico deputado.

Nas ruas e entre os novos colegas, Bolsonaro, o filho, sente o bônus e o ônus de seguir os passos do outro Bolsonaro, o pai. É cumprimentado, tira fotos, mas também se diz alvo de “bolsonarofobia”.

Nenhum membro da “bancada pop” é tão pop quanto Sérgio Reis (PRB-SP). Apesar de ser chamado de deputado em vez de "Serjão", não tem como passar despercebido com seus quase dois metros de altura. Políticos, visitantes e até jornalistas não o poupam de pedidos de autógrafos e fotos.

As dez fardas que o Capitão Augusto (PR-SP) tem em seu guarda-roupa garantem que o deputado vá à Câmara uniformizado diariamente, como fez em seus 25 anos na Polícia Militar de São Paulo.

Outro que chama a atenção pela indumentária é Luiz Carlos Ramos (PSDC-RJ) que, por razões óbvias, é mais conhecido por seus pares como “Chapéu”. Ganhou o primeiro na campanha em 1992 e hoje tem 18 no gabinete.

Experiência

Já experiente na vida dupla de deputado-celebridade, o humorista Tiririca (PR-SP) diz que alguns colegas têm vergonha, mas não abrem mão de pedir fotos. Segundo o deputado, seu gabinete recebe diariamente entre 150 e 200 pessoas para conhecer, pedir, aconselhar e para orar porele.

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