Presidente do Senado desiste de participar de jantar com Dilma

Em nota oficial, Renan argumentou que, como presidente do Congresso Nacional, ele deve colocar a instituição acima da condição partidária

iG Minas Gerais | Folhapress |

Brazil's President Dilma Rousseff, who is running for reelection with the Workers Party (PT), waves to supporters during a campaign rally in Santos, Brazil, Tuesday, Sept. 30, 2014. Brazil will hold general elections on Oct. 5. (AP Photo/Andre Penner)
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Brazil's President Dilma Rousseff, who is running for reelection with the Workers Party (PT), waves to supporters during a campaign rally in Santos, Brazil, Tuesday, Sept. 30, 2014. Brazil will hold general elections on Oct. 5. (AP Photo/Andre Penner)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desistiu de participar do jantar entre a presidente Dilma Rousseff e a cúpula do PMDB, que acontecerá na noite desta segunda-feira (2) no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Em nota oficial, Renan argumentou que, como presidente do Congresso Nacional, ele deve colocar a instituição acima da condição partidária. Apesar de seu posicionamento, o peemedebista classificou o encontro como "aprimoramento da democracia".

"Decidi abster-me do jantar entre o PMDB, a presidente da República e ministros, em que se discutirá a coalizão. O presidente do Congresso Nacional deve colocar a instituição acima da condição partidária. Considero o encontro como aprimoramento da democracia", diz a nota.

O encontro foi definido após os peemedebistas terem se reunido com o ex-presidente Lula na última quinta-feira (26). O encontro foi realizado na residência oficial da presidência do Senado, tendo Calheiros como cicerone.

No encontro, os peemedebistas reclamaram a Lula sobre o tratamento dispensado pelo governo ao partido. Desde a reeleição de Dilma, o PMDB tem se queixado da falta de interlocução com a presidente e de acesso às decisões centrais do governo.

Além do vice Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ministros do partido serão recebidos por Dilma nesta segunda.

Após o encontro com Lula, Renan afirmou que os peemedebistas disseram ao petista que o ajuste fiscal promovido pelo governo "é pífio e insuficiente" e defenderam que ele seja ampliado, com cortes no setor público.

No encontro, segundo relatos, Lula disse que o governo federal tem que agir rápido para não perder e se distanciar da população.

Também de acordo com senadores presentes ao encontro, o petista disse que ajudará Dilma a corrigir os rumos para sair da crise política e econômica.

Nas palavras de um peemedebista à Folha, o "governo está nas cordas'' e depende agora de uma contrapartida da presidente. Na avaliação de Lula, Dilma precisa partir para uma postura mais forte para que seja retomada a confiança no país.

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