Suspeito de matar menina de 6 anos diz que tatuará o nome dela

Rapaz, que é conhecido como "Cão", se apresentou na delegacia nesta segunda-feira (2), um dia após o crime completar uma semana

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Suspeito morava no primeiro andar, avô no segundo e a família das crianças no terceiro piso
BERNARDO ALMEIDA / WEB REPÓRTER
Suspeito morava no primeiro andar, avô no segundo e a família das crianças no terceiro piso

O jovem de 20 anos, que é conhecido como "Cão" e que atirou e matou uma garota de 6 anos no último dia 22 de fevereiro, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, se apresentou à polícia nesta segunda-feira (2) e afirmou que pretende fazer uma tatuagem com o nome da vítima para homenageá-la. Segundo o suspeito, ele limpava a arma quando ela atirou e atingiu a criança.

Ele foi apresentado nesta tarde pela Polícia Civil (PC) após comparecer na delegacia acompanhado de seu advogado, precisamente um dia após o crime completar uma semana. Durante o depoimento, ele confessou o crime, alegando que limpava a arma no quarto do padrasto da criança quando a arma disparou acidentalmente e atingiu a cabeça da garota.

Cão, que já tem passagens policiais por tráfico de drogas e roubo, está detido no Presídio de Nova Lima por pelo menos 30 dias, em prisão temporária. A expectativa é que a Justiça acate o pedido de prisão provisória pelo homicídio.

O suspeito, que também era amigo do padrasto da vítima, chegou para a coletiva com o nome da menina escrito à caneta no braço. Segundo ele, o objetivo é fazer uma tatuagem posteriormente no local para homenagear a sua vítima. O jovem ainda alegou que comprou a arma por conta de algumas desavenças dele, que nada tinham a ver com o padrasto da criança.

Ainda conforme a PC, agora o padrasto e a mãe da garota serão ouvidos novamente para confrontar com a versão do homem. A corporação ainda descarta a possibilidade de participação de uma adolescente, que se apresentou anteriormente como autora do disparo.

Relembre

O crime aconteceu por volta das 11h30 do dia 22 de fevereiro, na casa da família da menina, onde o suspeito alugava um cômodo. A corporação foi acionada já no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, no município, onde a mãe da criança contou o que aconteceu.

O padrasto da menina relatou que o suspeito vive na parte de baixo do imóvel e que ouviu o momento em que ele subiu para o andar de cima chamando por ele. Instantes depois, o homem ouviu o disparo e viu o inquilino fugindo com a mão na cintura e dizendo que havia acertado a garota.

Em entrevista à O TEMPO, familiares contaram que o padrasto é quase um pai para a vítima, já que é ele quem cria a garota e o seu irmão, de 2 anos. No momento do disparo, a criança havia subido no último andar da casa para buscar fraldas para o padrasto, que dava banho em seu irmão mais novo.

Segundo o avô da menina, o açougueiro José Vieira Boia, de 42 anos, ele estava em um bar perto da casa quando o suspeito chegou, o cumprimentou e subiu para a residência chamando pelo padrasto dela. "Depois ele já saiu correndo e falando que tinha acertado ela. A menina era muito próxima, gostava muito de mim. Estou arrasado com o que aconteceu", lamentou.

A auxiliar de serviços gerais e vizinha da família, Solange Mota Lucas, de 42 anos, afirmou que o rapaz de 20 anos que teria efetuado o disparo é uma boa pessoa. "Ele é muito bom, não bebe, não fuma. Ninguém sabe o porquê disso ter acontecido. O que a gente queria era que ele se entregasse justamente para explicar", afirmou a mulher na época.

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