A insegurança do chefe

iG Minas Gerais |

A preparação física deficiente, o excesso de contusões, os muitos desfalques, a divisão do grupo e tantas outras hipóteses têm sido levantadas para explicar o péssimo começo do Atlético na Libertadores. Não tenho a menor dúvida de que há um pouco de tudo isso, porém, o que me deixou intrigado mesmo foi a entrevista do Levir Culpi no dia seguinte à derrota para o Atlas-MEX, no Independência. De cabeça fria, quase 24 horas depois do jogo, o sempre didático e firme treinador se mostrou inseguro e com as mesmas dúvidas de todo torcedor ou analista. Se o comandante não tem certeza de nada, é porque o problema é muito sério e a diretoria precisa ajudá-lo a resolver. O presidente Daniel Nepomuceno está muito calado e, neste momento, a voz que o torcedor quer ouvir é a dele, a instância maior do clube. Quando o time está vencendo e tudo está bem, é que ele pode ficar no canto dele, sumido. Da vitória sobre o Guarani, o que chamou a atenção foi o fraco desempenho do Cárdenas, substituído no intervalo. Foi uma aquisição cercada das maiores esperanças dos atleticanos para a arrumação do meio campo. Mas até agora, está muito abaixo do esperado. Vitória sobre os times do interior no Campeonato Mineiro representa muito pouco.

Bons suplentes. O mesmo pode ser dito sobre o passeio dos reservas do Cruzeiro sobre o Tupi em Juiz de Fora. Valeu para mostrar que a Raposa tem boas peças de reposição. Os gols marcados pelos novatos Neilton e Henrique também foram animadores. O ex-santista estava em débito. Já o ex-palmeirense apresentou suas credenciais logo na primeira exibição.

O melhor. O técnico Givanildo atribuiu o empate do América com a Caldense ao desgaste físico do time, devido à viagem e ao jogo pela Copa do Brasil, na quarta. Pode até ser, mas o time de Poços é muito bom e bem treinado, o melhor do clube nas últimas décadas. A campanha invicta até agora demonstra isso. O time do interior está fazendo diferença no campeonato.

Insistência. Fábio Junior insiste em continuar jogando futebol profissional e se arrasta em campo pelo segundo ano consecutivo, defendendo um clube do interior. Em 2014, teve atuações apagadas como a de ontem contra o Atlético, porém, pelo Minas, de Sete Lagoas, que com a ajuda dele foi rebaixado.

O tempo corrói. No futebol, a idade põe fim à carreira de qualquer um. Mas Fábio Júnior tem o direito de insistir. Não pode é fazer o mesmo papelão do Gilberto Silva, que acionou o Atlético na Justiça, alegando que ficou incapacitado de jogar lá. Com 37 anos e problemas no joelho, nem o Super-Homem seria aprovado em qualquer exame médico para jogar profissionalmente.

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