Campanha contra violência no trânsito reúne relatos em site interativo

Idealizada pela Caixa de Assistência dos Advogados da OAB-MG foi lançada no dia 13 de fevereiro; objetivo é diminuir a violência no trânsito

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Ava Gambel perdeu o amigo em um acidente de trânsito
INTERNET/REPRODUÇÃO
Ava Gambel perdeu o amigo em um acidente de trânsito

Para alertar sobre os perigos de combinar bebida e direção, a Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), por meio da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA), lançou uma campanha que convida vítimas e parentes de vítimas a contarem como perderam seus entes queridos acidentes de trânsito.

Batizada como "O tempo não volta", a campanha tem um site interativo, onde as pessoas podem deixar depoimentos em texto ou vídeo, e enviar fotos. A intenção é ajudar a diminuir a violência no trânsito. Quem quiser participar, pode acessar todas as mensagens clicando aqui.

Não foi acidente

Um dos representantes do movimento "Não Foi Acidente", Ava Gambel, compartilhou um depoimento na página, no qual conta sobre a perda de três amigos próximos em um acidente de trânsito. Sensibilizado com a dor de outras pessoas que também sofreram perdas por imprudência no trânsito, Gambel decidiu criar um movimento que pede mudanças na legislação e criminaliza a combinação entre álcool e direção. Ele teve ajuda de outras vítimas e parentes de vítimas para iniciar a Não Foi Acidente.

“Hoje quem mata no trânsito ou faz serviço socioeducativo ou paga em cesta básica”, diz Gambel. Segundo ele, atualmente, apenas 12 motoristas que cometeram crimes de trânsito sob efeito de álcool foram condenados a prisão e estão cumprindo pena.

Para conseguir levar o Projeto de Lei do movimento ao Congresso, foi organizado uma petição, que já reuniu mais de 1 milhão de assinaturas. O PL conseguiu apoio e foi apresentado em 2013, pela deputada Keiko Ota, como PL 5568/2013. No entanto, como a Lei Seca já abarca algumas das questões que estão no projeto, ele está sendo alterado e deve ser apresentado na forma de substitutivo. A partir daí, precisará ser aprovado pelos deputados federais, pelo Senado e pela presidência.

Enquanto o substitutivo está sendo redigido, Gambel reforça o pedido para que as pessoas continuem assinando a petição, mesmo que o PL já tenha sido apresentado. “A petição é importante porque ela pressiona os deputados. Só pode assinar quem tem título de eleitor e quanto mais eleitores assinando, melhor”, explica. Quem quiser participar, pode assinar aqui.

Atualmente, além da página no Facebook, que funciona como um canal de denúncia sobre crimes de trânsito que ficaram impunes, o movimento mantém também um serviço de apoio às vítimas e famílias de vítimas, com sede em São Paulo.  

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