Após morte de caminhoneiro, dobra nº de bloqueios em estradas do RS

No país todo, o número de bloqueios também aumentou, de 38 para 56 e de cinco para seis Estados

iG Minas Gerais | Folhapress |

Após a morte de um caminhoneiro atropelado por caminhão que furou o bloqueio em São Sepé (RS), subiu de 13 para 28 o número de rodovias federais interditadas no Rio Grande do Sul neste sábado (28), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.

Os dados se referem aos boletins da corporação divulgados às 7h e às 15h. No país todo, o número de bloqueios também aumentou – de 38 de manhã para 56 à tarde (alta de 47%) – e agora são seis Estados (eram cinco às 7h).

Os outros 28 bloqueios se dividem por Santa Catarina (12), Paraná (9), Mato Grosso (5), Maranhão e Rio de Janeiro (um em cada).

Na comparação com sexta-feira (27), o número de protestos se mantém praticamente estável, segundo o boletim das 19h, quando foram registradas 57 interdições. Na semana passada – auge das manifestações –, porém, os números eram bem maiores: os caminhoneiros chegaram a realizar mais de cem bloqueios em 14 Estados --incluindo São Paulo.

De manhã, o caminhoneiro Cléber Adriano Machado Ouriques, 38, foi morto após ser atropelado por um veículo dirigido por um colega de profissão na BR-392, na região de Santa Maria --centro-sul do RS.

De acordo com a Brigada Militar (a PM no RS), a vítima foi atingida por um caminhão que furou duas vezes o bloqueio que os caminhoneiros faziam a pé e com carros particulares na estrada. Após o atropelamento, o motorista do veículo fugiu do local.

Procurada, a Polícia Rodoviária Federal no Estado informou que não há relação entre a morte de Ouriques e o aumento de interdições no RS.

Segundo Alessandro Castro, chefe de Comunicação da corporação no Rio Grande do Sul, o boletim das 15h está desatualizado, pois no final da tarde deste sábado eram 25 os pontos de bloqueio --e não 28.

Reivindicações

Os caminhoneiros pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho.

Na última quarta (25), o governo chegou a anunciar um acordo com a categoria, prevendo por exemplo a manutenção do preço do diesel por seis meses. Parte dos motoristas não reconhece o acordo.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou lamentar a morte por atropelamento de Ouriques. "Ao mesmo tempo em que se solidariza com familiares e amigos da vítima, o governo federal reforça o compromisso e a disposição para o diálogo."

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