Executivos da Camargo Corrêa decidiram falar sobre a Petrobras

Dupla é a primeira de integrantes de empreiteira de grande porte a decidir colaborar com as investigações sobre os desvios na estatal

iG Minas Gerais | Da Redação |

Dois executivos da Carmargo Corrêa fecharam acordo de delação premiada com a Polícia Federal da Operação Lava Jato, na noite dessa sexta-feira (27), segundo o jornal Folha de S.Paulo. A dupla é a primeira de integrantes de empreiteira de grande porte a decidir colaborar com as investigações sobre os desvios na Petrobras. Com isso, eles terão uma menor pena. O presidente do conselho de administração da empresa, João Auler, contudo, teve o pedido de acordo negado, já que os policiais não acreditam que ele contaria toda a verdade.

O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, e o vice-presidente, Eduardo Leite, são os 14º e 15º delatores. Eles acertaram o pagamento de uma multa de um valor que ultrapassa R$ 10 milhões.

Os três estão presos desde novembro do ano passado. Eles são suspeitos de pagar propina para conseguir contratados com a Petrobras. Os dois que fecharam o acordo devem ser soltos nos próximos dias.

A Camargo Corrêa tinha contato direto com o doleiro Alberto Yousseff, segundo ele mesmo teria revelado anteriormente.

O advogado de Avancini disse à Folha de S.Paulo que não tinha sido comunicado oficialmente do acordo, mas que se ele fosse concluído, deixaria a defesa do cliente.

Celso Vilardi, que também defende João Auler contou que, na verdade, foi o cliente que preferiu não fazer delação premiada.

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