Caminhoneiros mantêm ao menos 27 bloqueios em rodovias no Sul

É no Rio Grande do Sul onde há mais registros de interdições parciais; no total, são 13 pontos, espalhados por 11 cidades, entre elas, Frederico Westphalen, Pelotas, Canguçu e Três Passos

iG Minas Gerais | Folhapress |

Apesar das multas de até R$ 10 mil por hora de paralisação, caminhoneiros permanecem bloqueando, na manhã deste sábado (28), ao menos 27 pontos em rodovias de três Estados do país, todos da região Sul.

É no Rio Grande do Sul onde há mais registros de interdições parciais. No total, são 13 pontos, espalhados por 11 cidades, entre elas, Frederico Westphalen, Pelotas, Canguçu e Três Passos. O número de bloqueios caiu em Santa Catarina e no Paraná.

Nessa sexta (27), havia 18 pontos de paralisação em Santa Catarina e neste sábado são 12. A região oeste do Estado segue sendo a mais afetada pelo movimento nas cidades de Maravilha, Cunha Porã, Palmitos, Xanxere, São José do Cedro, Nova Erechim, São Miguel do Oeste, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Faxinal dos Guedes, Pouso Redondo e Ponte Serrada são as afetadas no momento.

No Paraná, há bloqueios em pelo menos dois trechos, em Irati e Guarapuava, na BR-277. Na manhã deste sábado, a Polícia Rodoviária Federal ainda não divulgou um balanço nacional do movimento.

Cargas atrasadas

Para Afrânio Kieling, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logísticas no Rio Grande do Sul, apesar da grande adesão dos caminhoneiros do Estado, é esperado um final de semana com afrouxamento nos protestos. "As empresas não têm mais onde colocar a carga, seus depósitos ficaram lotados. Os caminhoneiros vão trabalhar direto durante o fim de semana para liberar esse fluxo".

A explicação para o enfraquecimento do movimento é diferente na opinião de Paulo Estausia, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL). "As medidas judiciais estão surtindo efeito. A polícia chega nos locais e os caminhoneiros se veem obrigados a deixar o movimento. Como a multa é muito pesada, muitos deles acabam por sair até mesmo de forma espontânea", diz.

Kieling vê com bons olhos a movimentação de alguns líderes em direção a Brasília, para cobrar o governo. "O diálogo é o caminho para a solução. O que não pode ter são os bloqueios, isso atrapalha qualquer um", reclama.

O sindicalista vê a possibilidade de mudança dos caminhoneiros na forma de agir. "Eles perceberam que têm força. Que se precisar podem parar o caminhão em casa, não precisam atrapalhar as rodovias".

Os caminhoneiros pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho. 

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