Faltam substitutos à altura

Alguns atletas que têm entrado em campo não estão correspondendo às expectativas

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

Problema. 
Levir tem dificuldades para montar a equipe por causa de lesões e atuações ruins, e Galo amarga três derrotas seguidas
JOAO GODINHO / O TEMPO
Problema. Levir tem dificuldades para montar a equipe por causa de lesões e atuações ruins, e Galo amarga três derrotas seguidas

Mudanças inesperadas e uma nova realidade a ser enfrentada. Desde o retorno do técnico Levir Culpi ao Atlético, em abril de 2014, várias alterações no grupo principal foram feitas, e a habilidade para a adaptação do comandante foi sendo testada.

Logo no início da atual temporada, após lesões em sequência e um ato de indisciplina, Levir viu-se diante de mais um desafio à frente do Galo e precisou rever seus planos. O Departamento Médico (DM) foi ganhando novos pacientes, importantes figuras do elenco alvinegro, e o treinador não viu suas alterações sendo bem-sucedidas dentro de campo.

Diante da ausência de sete lesionados – Marcos Rocha, Eron, Douglas Santos, Pedro Botelho, Guilherme, Giovanni Augusto e Lucas Pratto –, além do indisciplinado Carlos, a torcida buscou em sua recente memória o sucesso de Levir em 2014 diante dos tormentos vindos também do departamento médico e da farra que afastou do grupo o trio Emerson Conceição, André e Jô.

Apesar de todo o caos, o treinador conseguiu com tempo, paciência e boas peças de reposição chegar à conquista da Copa do Brasil, com viradas incríveis contra Flamengo e Corinthians, e a final contra o arquirrival Cruzeiro.

Se em 2014 Levir contava com a surpreendente calma de Jemerson, as contratações de Douglas Santos e Rafael Carioca e a inspiração de Carlos e Dodô – além, claro, das boas fases de Dátolo e Luan –, na atual temporada, atletas que estão sendo acionados, como Patric e Maicosuel não estão bem, além de não contar com o bom momento das principais peças do grupo principal alvinegro.

Para Levir, fatores psicológicos explicam diretamente a situação de momento de seus comandados. “Um grupo fechado é aquilo que vocês viam no ano passado, com um completo entendimento de comissão, jogadores e torcida. Agora não temos isso. Há uma certa insegurança em alguns jogadores. É uma somatória, e temos que colocar novamente o trem no trilho”, afirmou Levir.

O técnico ressaltou também que a conquista da Copa do Brasil em 2014 ainda vaga nas mentes dos atleta, deixando-os com a falta do “espírito de competições”.

Classificação

Libertadores. Mesmo com derrotas para Colo-Colo-CHI e Atlas-MEX em meio a má fase atual, o goleiro Victor segue otimista e lembra que o Galo só depende de si para passar de fase.

 

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