Petista dispara contra conselho de ex-presidentes na Cemig

Procurada, a Cemig afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto

iG Minas Gerais |

Crítico ferrenho da gestão da Cemig quando esta estava sob o comando do PSDB, o deputado federal Weliton Prado (PT) resolveu se manter na ofensiva mesmo agora, quando o comando da companhia está nas mãos do governo petista. Na Câmara dos Deputados, Prado reagiu contra a proposta de criar um conselho de ex-presidentes na companhia. A proposta foi revelada pelo Aparte no dia 19 de fevereiro e gerou polêmica principalmente após O TEMPO destacar, na última quarta-feira (25), que cada membro pode ganhar R$ 15 mil por mês para compor o colegiado. O impacto financeiro da medida seria de R$ 1,2 milhão.

A despeito de fazer parte dos quadros da legenda que comanda o Estado, acionista majoritário e controlador da companhia, Prado não poupou palavras no plenário. “Somos totalmente contrários e estamos perplexos e indignados com a proposta da Cemig de criação de salários de R$ 15 mil mensais para ex-dirigentes da empresa”, disparou, completando: “É preciso fazer uma investigação profunda, apurar indícios de irregularidades, inclusive, que denunciamos todos esses anos ao Ministério Público e na Câmara dos Deputados. E a presença de ex-dirigentes só prejudicaria possíveis apurações de denúncias”. Weliton Prado ainda afirmou que a “empresa deveria era decidir por uma auditoria independente para apurar os reais custos e números da empresa que tanto impactam as tarifas do consumidor, que são as maiores do mundo”. Procurada, a Cemig afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto. Desde as primeiras notícias sobre o conselho, a empresa evita tratar do tema.

Arrependimento Apenas quatro meses depois das eleições, 53% dos leitores da versão eletrônica do Aparte dizem já ter se arrependido de pelo menos um voto dado no último pleito, em outubro de 2014. A enquete foi realizada nos últimos dias com 1.653 internautas. Apenas 47% (785 internautas) continuam com as mesmas convicções do dia da eleição. Entre os que já se desiludiram de alguma maneira, 28% dos eleitores, ou 455 internautas, afirmam terem se arrependido de todos os votos. Outros 413 internautas (25% do total pesquisado) dizem que se arrependeram de pelo menos um dos votos conferidos na ocasião. O resultado não traduz amostragem científica, mas demonstra claramente um problema de representação política no Brasil.

Reduzindo o consumo Em meio aos esforços para minimizar os efeitos da crise hídrica, a Câmara Municipal de Belo Horizonte anunciou nesta sexta um conjunto de medidas para economizar água na sede do Legislativo municipal. De acordo com o presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), o objetivo é economizar os mesmos 30% que a Copasa estipulou como necessário. Para isso, a Câmara está revisando as redes de abastecimento de água, torneiras e descargas, para identificar possíveis pontos de vazamento; regulando boias nas caixas d’água; verificando a vedação nos sistemas de ar-condicionado e reduzindo a vazão de água nas copas e nos banheiros. Além disso, a Câmara proibiu o uso de mangueira para lavar pisos, portas, janelas e vidraças.

FOTO: cássio cunha lima Fernando Henrique Cardoso (PSDB)

Provocação. Depois de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter dito que “se em 1996, 1997 tivessem investigado e tivessem, naquele momento, punido, não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção”, surgiram nas redes sociais diversas brincadeiras com as frases “Foi o FHC” ou “Culpa do FHC”. Nesta sexta, os tucanos foram à forra. Em foto publicada no Instagram do senador Cássio Cunha Lima, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) posou com um cartaz escrito “Foi FHC” e uma nota de R$ 2, em referência ao plano econômico. Uma das discussões frequentes entre petistas e tucanos é se teria sido Itamar Franco ou Fernando Henrique o verdadeiro pai do Real. Cássio Cunha Lima ainda postou que a foto é dele e a letra no cartaz é de Aécio Neves.

R$ 1 bi PODEM CUSTAR os novos prédios que a Câmara dos Deputados estuda construir em Brasília e que incluem até mesmo a possibilidade de um shopping

Explicações. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, é o principal convidado de um debate promovido pela Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (4). O objetivo é discutir a crise hídrica. Braga, que andou dando declarações atrapalhadas e foi até cobrado pela presidente Dilma Rousseff, deve estar se preparando.

Parado de novo Mais de 12 anos depois de a lei 14.507/2002 ser editada em Minas Gerais, o Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou mais uma vez o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.095, que discute a validade do dispositivo. A lei estabelece regras para a venda de títulos de capitalização e similares no Estado. A análise está empatada em 4 a 4. A ação é da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que sustenta que a norma atacada invade competência privativa da União ao proibir a chamada “venda casada”.

Motivo do empate Embora dois ministros do Supremo Tribunal Federal ainda não tenham se manifestado, por não estarem presentes na sessão que discutiu o caso na quinta-feira – o que motivou a suspensão do julgamento –, o fato deu origem à reclamação dos ministros diante da demora da presidente Dilma Rousseff em escolher o 11º ocupante da Corte máxima do Judiciário brasileiro. O fato de haver um número par de ministros, por conta da falta de definição sobre o substituto de Joaquim Barbosa, contribui para os empates, como destacaram os membros do plenário na última quinta-feira.

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