Fadiga crônica tem causas biológicas

Sem causa nem tratamento conhecidos, a síndrome da fadiga crônica, conhecida como encefalomielitis, deixa os cientistas perplexos há tempos

iG Minas Gerais |

Washington, EUA. A fadiga crônica é uma doença biológica e não psicológica, que pode ser identificada por marcadores no sangue, segundo um estudo publicado ontem que alimenta as esperanças de descoberta de tratamento.

A descoberta é “a primeira prova física sólida” de que esta síndrome é “uma doença biológica e não uma desordem psicológica”, e que a enfermidade comporta “distintas etapas”, afirmam os autores da pesquisa realizada pela Escola Mailman de Saúde Pública, na Universidade de Columbia.

Sem causa nem tratamento conhecidos, a síndrome da fadiga crônica, conhecida como encefalomielitis, deixa os cientistas perplexos há tempos. Além de um cansaço constante, provoca dores de cabeça e musculares e dificuldades para se concentrar.

“Agora temos a confirmação de algo que milhões de pessoas que sofrem com a doença já sabiam: ela não é psicológica”, afirma Mady Hornig, professor associado em epidemiologia da Escola Mailman e principal autor do estudo.

Os pesquisadores descobriram que o sangue dos pacientes que sofrem de fadiga crônica há três anos ou menos apresentavam níveis mais elevados de moléculas chamadas citoquinas, o que não ocorre com quem não tem a doença.

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