Um clássico trintão

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Bola de cristal: Vale a pena rever “De Volta para o Futuro” e conferir as previsões feitas naquela época para o ano de 2015
UNIVERSAL PICTURES/Divulgação
Bola de cristal: Vale a pena rever “De Volta para o Futuro” e conferir as previsões feitas naquela época para o ano de 2015

Em meados dos anos 1980, o roteirista Bob Gale achou o anuário de seu pai no colégio e encontrou ali uma pessoa que, até então, ele não conhecia. A persona do pai nas fotos era tão distante do que Gale imaginava que ele cogitou se os dois poderiam ter sido amigos caso tivessem sido contemporâneos.

Nascia ali o embrião de “De Volta para o Futuro”. O longa-metragem, que está completando 30 anos e foi a maior bilheteria de 1985, será exibido neste fim de semana no projeto Clássicos Cinemark – pegando carona na comemoração e em toda a repercussão rendida em torno das comparações entre os dias de hoje e o 2015 imaginado pela continuação do filme do diretor Robert Zemeckis.

Mas, apesar de todas as viagens no tempo, não é de se estranhar que a história tenha nascido da relação entre Gale e seu pai. Esse conflito de gerações é o verdadeiro coração de “De Volta para o Futuro” que faz adultos e crianças se identificarem até hoje – os primeiros com a nostalgia por uma juventude idealizada, e os últimos com a ideia de que os pais um dia já foram tão rebeldes e imperfeitos quanto eles.

É isso que o protagonista Marty McFly (Michael J. Fox, substituindo o demitido Eric Stoltz) descobre ao viajar para 1955 no DeLorean, uma máquina do tempo criada pelo cientista Doc Brown (Christopher Lloyd). E, por mais incrível que pareça hoje, num tempo em que blockbusters são definidos pela nova estripulia tecnológica de seus efeitos, é o humor típico de filmes de matinê gerado pelo encontro entre Marty e seus pais jovens que carrega boa parte do filme.

Não por acaso, “De Volta para o Futuro” tem apenas 32 planos com efeitos especiais – um número ridiculamente pequeno hoje. Além disso e de uma performance que definiu a carreira de Michael J. Fox, a outra grande marca registrada do longa é a antológica trilha de Alan Silvestri. Não por acaso, os famosos acordes aparecem pela primeira vez aos 18 minutos, junto com a primeira imagem do DeLorean, criando um casamento icônico que ficaria marcado para sempre na memória do cinema.

Assista: BH Shopping 7: 12h30 (somente domingo, 1); BH Shopping 9: 19h30 (somente quarta, 3); Diamond 3: 12h30 (somente domingo, 1); Diamond 3: 18h40 (somente quarta, 3); Metropolitan 3: 12h50 (somente domingo, 1); Metropolitan 4: 19h40 (somente quarta, 3); Pátio 2: 11h15 (somente domingo, 1);  Pátio 3: 20h15 (somente quarta, 3), 23h30 (somente sábado, 28)

 

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