A latrina

iG Minas Gerais | Paulo Bressane |

UNIAPAC: Brian Griffiths, Githa Roelans, Michel Camdessus e Sérgio Cavalieri
Wesley Figueiredo
UNIAPAC: Brian Griffiths, Githa Roelans, Michel Camdessus e Sérgio Cavalieri

O movimento anti-liberal na América Latina continua corroendo dois pilares das sociedades modernas, que conseguiram superar a miserabilidade imposta pelo socialismo: a livre iniciativa e a alternância de poder. O movimento cresceu com a chegada de Hugo Chávez ao poder – implantando seu fantasioso “socialismo no século XXI”, e ganhou força com a criação do Foro de São Paulo, um movimento de esquerda que, fundado pelo PT e o Partido Comunista Cubano, tendo Lula e Fidel Castro à frente, reuniu partidos políticos, organizações terroristas e narcotraficantes com o objetivo de socializar a América Latina. Não é, portanto, nenhuma surpresa o fato de Dilma, Lula e demais líderes latinos terem se calado frente à atitude repressora de Nicolás Maduro, ao prender o prefeito de Caracas e oposicionista do partido Aliança Democrática, Antonio Ledezma.

  O “Socialismo do Século XXI”, criado por Hugo Chaves, levou a Venezuela – dona das maiores reservas de petróleo do planeta – à falência. Na sede da estatal PDVSA, a Petrobras venezuelana, pode-se ler em letras garrafais: “socialismo o muerte”. Os canalhas estatistas levam a frase ao pé da letra, e o povo está faminto, em estado terminal ou morrendo assassinado por “conspirar contra o governo”. A América Latina é uma latrina onde os dejetos da corrupção, da escravidão social, da burrice ideológica dos intelectuais e a canalhice dos dirigentes se misturam em um bolo fecal, que no Foro de São Paulo é chamado de “o processo de mudança da América Latina e do Caribe”. A única verdade neste “processo” é a união de uma burguesia socialista, que quer se manter no poder indefinidamente sugando o máximo da livre iniciativa.   No 20º Foro de São Paulo, iniciado com uma saudação de Lula, que entre outras idiotices disse que “aqui no nosso continente, uma direita cada vez mais raivosa e antipopular se opõe a qualquer avanço social e democrático”, a secretária do Partido Comunista de Cuba, Idalmis Brooks, afirmou que “a esquerda chegou ao poder na América Latina para ficar”, e que para sustentar os avanços, os governos progressistas ainda terão que enfrentar “a contraofensiva imperialista”. Infelizmente, o populismo na América Latina encontra campo fértil para fazer prosperar a idiotice destas ideologias antiliberais, pelo simples fato de serem inteligíveis para um povo que pouco ou nada conhece de política e economia. Até quando continuaremos mergulhados nessa latrina? Os 1,5 milhão de foliões que foram às ruas durante o Carnaval em BH poderiam ajudar a dar uma descarga nesta porcariada. Semana que vem falo a respeito.   ENTRE A GENTE   O presidente da Uniapac latino-americana, Sérgio Cavalieri, se reuniu com empresários e líderes de entidades de nove países para discutir problemas mundiais como ética no sistema financeiro e trabalho decente. Destaque para as presenças de Michel Camdessus, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI); e Brian Griffiths, que foi assessor para assuntos econômicos de Margareth Thatcher e é presidente do Conselho do Banco Goldman Sachs.   Realizando anualmente quatro eventos como este, em diferentes países, estas reuniões são, segundo Cavalieri, uma verdadeira avalanche de ideias que permitem a Uniapac se posicionar e propor caminhos para associados e responsáveis pelas políticas públicas, buscando o benefício e o bem comum da sociedade.

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