Com queda do petróleo, petroleira de Eike estuda parar principal campo

Plano de desenvolvimento da reserva apresentado em dezembro pela empresa foi recusado pela Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis , por ser incompatível com senário atual

iG Minas Gerais | Folhapress |

Com queda do petróleo, petroleira de Eike estuda parar principal campo
FABIO MOTTA/AGÊNCIA ESTADO
Com queda do petróleo, petroleira de Eike estuda parar principal campo

A forte queda no preço do petróleo e dificuldade de obter financiamento levaram a Ogpar de Eike Batista, ex-OGX, a avaliar o futuro de seu principal campo de petróleo, Tubarão Martelo, na Bacia de Santos. Diante do risco de não se chegar a um ponto de viabilidade econômica, parar a produção temporariamente ou definitivamente são duas das opções possíveis.

A informação foi divulgada pela empresa nesta sexta-feira, depois de fechado o mercado. Manter e reduzir a produção são outras possibilidades, que vão depender de estudos já encomendados a uma "empresa especializada".

Tais opções serão avaliadas pelo conselho de administração e a diretoria da empresa, que se debruçarão sobre o impacto dos cortes de custos já implementados ou em negociação. Entre as medidas, estão a redução de despesas com afretamento de plataformas com a OSX, o estaleiro controlado por Eike Batista, e a redução da equipe em 35% da folha.

A empresa informou, ainda, que a Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu-lhe até 8 de março para provar que ainda é viável extrair petróleo da reserva no atual patamar do preço do petróleo, na faixa de US$ 60.

A agência exigiu saber quais providências serão tomadas para permitir que o preço de venda supere os custos operacionais, assim como quais eram os investimentos previstos.

Um plano de desenvolvimento da reserva apresentado em dezembro foi recusado pela agência, "por ser incompatível com o atual preço do petróleo", segundo a Ogpar.

Segundo a petroleira de Eike reconhece, a produção já deverá sofrer uma queda de 37%, de 12,7 mil barris por dia para 8 mil barris por dia, "caso o comportamento da produção no campo se mantenha dentro do padrão atual". Mesmo assim, a empresa ainda depende da obtenção de capital de giro para financiar a produção.

No entanto, como diz a nota da Ogpar, "a queda no petróleo impossibilitou-lhe obter novos financiamentos necessários para garantir o incremento da produção", conforme era previsto no plano de desenvolvimento de Tubarão Martelo.

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