Dilma volta a criticar FHC em discurso sobre segurança energética

Ela citou, em dois momentos, o racionamento de energia ocorrido em 2001 e 2002, no governo de FHC, e comparou com a situação atual

iG Minas Gerais | Folhapress |

Em comício, Dilma ironiza quem 'muda de lado' e 'não aguenta Twitter'
Antonio Cruz/ABr
Em comício, Dilma ironiza quem 'muda de lado' e 'não aguenta Twitter'

A presidente Dilma Rousseff voltou a fazer críticas indiretas à gestão de Fernando Henrique Cardoso nesta sexta-feira (27), em um discurso em que defendeu os investimentos de seu governo no setor elétrico.

Ela citou, em dois momentos, o racionamento de energia ocorrido em 2001 e 2002, no governo de FHC, e comparou com a situação atual. Disse que hoje o país possui mais linhas de transmissão e que, naquela época, "eles" não conseguiram produzir energia em quantidade semelhante.

"Nos quatro anos do meu primeiro governo, nós conseguimos ampliar a produção de energia em mais de 21 mil megawatts. Para fazer uma ideia do que isso significa, em oito anos da época do racionamento, eles não conseguiram produzir os 21,8 mil megawatts que nós produzimos em quatro anos", disse.

Dilma afirmou que, em 2015, o governo irá entregar 6.400 megawatts em capacidade de produção de energia e 7.000 km de linhas de transmissão.

A presidente deu as declarações durante a inauguração de um parque eólico em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul.

Na semana passada, ela já havia feito críticas indiretas a FHC, quando defendeu que os casos de corrupção na Petrobras deveriam ter sido investigados na década de 1990, quando o país era governado pelo PSDB.

Nesta sexta, Dilma também afirmou que o aumento dos preços na energia elétrica é "passageiro" e ocorre devido "à maior falta de água dos últimos cem anos", mas negou que o país corra risco de enfrentar "qualquer problema sério" no setor porque, segundo a presidente, o governo tem trabalhado para garantir a segurança energética.

Ela fez um apelo, contudo, para que os cidadãos não "joguem energia pela janela" e disse que é preciso "desperdício zero".

A presidente disse que a necessidade do uso de usinas termelétricas faz com que o país precise arcar com mais custos. "Quanto falta água no Brasil, e todo mundo tem que saber disso, aumenta o preço da energia", disse.

"A gente paga pelo carvão, se for usar carvão. Se for usar biomassa, paga pelo bagaço de cana. Então, quando a água falta no Brasil, e todo mundo tem que saber disso por transparência, aumenta o preço da energia, sim".

Ela também falou que as térmicas funcionam como uma "reserva" que só se paga quando for preciso usar.

Dilma falou ainda que o cidadão "precisa fazer sua parte". "Não tem por que a geladeira ficar aberta se você não está usando. Não tem por que deixar o chuveiro correndo quando você não está usando".

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que também participou do evento, disse que o início da operação é um indício de que o país vai contrariar "pessimistas" e superar "desafios" na área.

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