Caminhoneiros protestam antes de chegada de Dilma a evento

O grupo, chamado "Movimento Social dos Trabalhadores Autônomos de Cargas", está fazendo um "apitaço" e exibindo faixas de protesto contra o preço dos pedágios e a remuneração dos fretes

iG Minas Gerais | Folhapress |

Wilson Dias/ABr
undefined

Integrantes de um movimento de caminhoneiros promovem protesto nas proximidades de local preparado para uma cerimônia com a presidente Dilma Rousseff no interior do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (27). Atualmente, os bloqueios de caminhoneiros se concentram no Sul do país.

O grupo, chamado "Movimento Social dos Trabalhadores Autônomos de Cargas", está fazendo um "apitaço" e exibindo faixas de protesto contra o preço dos pedágios e a remuneração dos fretes.

Dilma inaugura nesta tarde um parque eólico em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho. A presidente chegou ao local de helicóptero por volta de 15h30 e os manifestantes permanecem a cerca de cem metros do palco.

O protesto ocorre apesar da segurança reforçada. Homens do Exército fizeram uma barreira na entrada do parque eólico e só permitem a passagem de pessoas envolvidas com o evento ou convidados.

O Rio Grande do Sul é um dos Estados com mais mobilização de caminhoneiros desde a semana passada. Já falta combustível e alimentos em cidades do interior. Em estradas do Estado, faixas fazem críticas à presidente.

Pela manhã desta sexta (27), o Estado concentrava 19 dos 59 bloqueios em estradas federais no país. Eles ocorrem principalmente em Estados do Sul. Ainda de manhã as estradas estaduais registravam 57 paralisações, todas elas em Estados do Sul.

Agentes da tropa de choque da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e homens da Força Nacional de Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros chegaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para desbloquear trecho da BR 101 em Três Cachoeiras (RS) mais cedo.

Um grupo de produtores de leite bloqueou a rodovia federal que leva a Santa Vitória do Palmar. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o trânsito era fechado a cada 15 minutos.

A categoria reivindica redução do valor do diesel e aumento do frete, apesar de o governo ter anunciado um acordo com os caminhoneiros.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave