Brasil tem duas caras novas e geração Medina de olho em novo título

Assim como na última temporada, o País é a segunda nação com mais surfistas no circuito

iG Minas Gerais | Folhapress |

Gabriel Medina conquistou feito histórico, aos 20 anos de idade, no Havaí
Divulgação
Gabriel Medina conquistou feito histórico, aos 20 anos de idade, no Havaí

Ao longo dos últimos anos, o Brasil se estabeleceu como uma das forças do surfe. O título mundial conquistado pelo paulista Gabriel Medina, 21, em 2014, só confirmou o sucesso de uma geração que promete muito mais nesta temporada, que começa nesta sexta-feira (27), em Gold Coast, na Austrália.

Assim como na última temporada, o Brasil é a segunda nação com mais surfistas no circuito. São sete. Está atrás apenas da Austrália (12) e à frente dos Estados Unidos (5) e do Havaí (5), grandes potências no surfe -o Estado americano é considerado um país para a liga.

O Brasil conta com duas caras novas para 2015: o paulista Wiggolly Dantas, 25, e o potiguar Ítalo Ferreira, 20.

Em 2014, o país também contou com sete surfistas na elite, mas Alejo Muniz, 25, e Raoni Monteiro, 32, não conseguiram a pontuação necessária e foram rebaixados para a divisão de acesso.

"É a melhor emoção do mundo [estar no Mundial]. Mais um sonho realizado. Estou muito feliz por ter conseguido minha vaga. Escutei muita gente que não acreditava que eu poderia estar lá dizendo que o 'trem havia passado' eu havia ficado para trás, mas com foco consegui minha tão sonhada vaga", disse Dantas.

Em 2014, o surfista teve como melhor resultado a vitória em Saquarema, no Rio.

Ítalo, por sua vez, não venceu nenhuma etapa, mas abocanhou bons resultados na categoria júnior, como o segundo lugar no Rio Grande do Norte e em Mafra, Portugal.

"Estou bem ansioso para esta primeira prova. É um ano de adaptação no tour, mas espero me adaptar rápido e bem às ondas, até porque eu nunca fui para alguns picos que há no Mundial. Estou física e psicologicamente preparado e espero conseguir bons resultados", disse Ítalo.

Além dos dois novos surfistas, o Brasil conta com outros nomes da geração Medina que já possuem experiência em Mundial.

Miguel Pupo, 23, é um deles. O paulista, que fez uma cirurgia em 2013 por causa de problemas respiratórios, se prepara para o seu quinto campeonato na elite.

"Acredito que 2015 possa ser o ano mais próximo de título para mim. Estou com mais experiência e acostumado com a pressão e com as ondas", disse Pupo.

Outro integrante da geração Medina, Filipe Toledo desponta como um dos surfistas mais talentosos do circuito.

Com apenas 19 anos, o paulista já participou de dois Mundiais. Em 2014, ficou em 17º. Na divisão de acesso, ele somou duas vitórias. Uma na Califórnia e outra em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

Ainda no ano passado, ele e a sua família se mudaram para São Clemente, na Califórnia. Hoje, ele já sabe o que precisa fazer para ter um melhor desempenho nas etapas.

"Eu acho que tenho que prestar mais atenção e ler melhor as ondas. Estou ansioso para começar a competir na Austrália. Treinei duro nos últimos meses", afirmou.

Adriano de Souza, o Mineirinho, é o mais experientes dos brasileiros no circuito. Com 28 anos, vai participar do seu décimo Mundial.

Em 2014, ele ficou de fora da última etapa do campeonato, na praia de Pipeline, no Havaí, por causa de uma lesão no joelho.

Na primeira bateria de Gold Coast, Adriano terá pela frente o seu compatriota Toledo e o havaiano Dusty Payne.

O potiguar Jadson André, 24, completa a lista dos brasileiros que vão disputar o Mundial deste ano. Em 2014, André teve como melhor resultado o segundo lugar na etapa da França. Na final, perdeu para o havaiano John John Florence, um dos favoritos ao título neste ano.

O potiguar se encaminha para o seu quinto Mundial. A sua melhor colocação foi em 2010, quando ficou em 13º lugar.

 

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