Piora a expectativa dos empresários da indústria sobre a economia

Índice de Expectativas (IE) recuou 4,9%, atingindo 81,9 pontos; essa marca é igual ao apurado em setembro do ano passado e a menor desde abril de 2009 (80,9%)

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Em todo o país foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, 19% a mais que o registrado no último recorde em 2008
João Lêus
Em todo o país foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, 19% a mais que o registrado no último recorde em 2008

Depois de um avanço de 1,9%, em janeiro, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,4%, em fevereiro sobre o mês anterior, passando de 85,9 pontos para 83 pontos. É o que indica o levantamento Sondagem da Indústria de Transformação feito com 1.133 empresas entre os dias 2 e 24 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A pesquisa mensal avalia a percepção do setor sobre os rumos da economia e leva em consideração o momento presente e no curto prazo. As variações referem-se ao período entre dezembro e fevereiro. No trimestre encerrado este mês, foi constatado maior pessimismo sobre o desempenho do setor para os próximos meses.

O Índice de Expectativas (IE) recuou 4,9%, atingindo 81,9 pontos. Essa marca é igual ao apurado em setembro do ano passado e a menor desde abril de 2009 (80,9%). O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,1%, ficando em 84 pontos, o mesmo verificado em dezembro 2014.

“A piora expressiva das expectativas em relação aos próximos meses reflete o desânimo de um setor que está há seis trimestres sem crescer e com perspectivas ainda negativas no curto prazo, a despeito da evolução favorável ao setor das taxas de câmbio recentemente”, afirma Aloisio Campelo Júnior, superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Ibre.

Para 8,2% dos entrevistados a situação atual dos negócios é boa, percentual inferior ao de janeiro (12,6%). Os que classificam este período de fraco ficou praticamente estável, ao passar de 31,2% para 31,3%.

Quanto à previsão de como deve se comportar a produção nos próximos três meses, diminuiu a parcela dos que acreditam em aumento (de 32,4% para 30,5%). No mesmo período, o Ibre/FGV detectou um crescimento na proporção daqueles que preveem queda na produção (de 13,3% para 21,4%).

A pesquisa constatou ligeira queda no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). O índice passou de 82% para 81,6%.

Leia tudo sobre: preçosindústriapesquisa