Bate debate 27/2/2015

iG Minas Gerais |

Erros médicos   Francisco Paulo Santos Médico   A desumanização do atendimento médico, a mercantilização (comércio) da medicina e a crescente degradação da relação médico-paciente têm contribuído para o aumento expressivo dos erros médicos. A sociedade não pode aceitar calada e conformada! É quando o médico age com imprudência, negligência ou imperícia que surge o erro médico. A partir do momento em que foi comprovado um erro médico e que este ocasionou sequelas ou até mesmo a morte, o paciente e os familiares próximos devem encaminhar à Justiça um processo indenizatório para o ressarcimento dos danos causados. Pode ser processado individualmente qualquer profissional médico (incluindo diretores de clínicas, hospitais, cooperativas e também secretários de Saúde), assim como o governo em todas as esferas. Todo indivíduo tem direito a vida, conforme o artigo 3º da Declaração Universal de Direitos Humanos; ONU 1.948 1.    É muito importante saber que todo paciente deve ter um prontuário médico. Ele corresponde ao conjunto de documentos padronizados onde registra-se todo o histórico do paciente. É fundamental estabelecer uma boa relação médico-paciente, mantendo o respeito mútuo. O médico tem obrigação de informar o paciente ou responsável, em linguagem simples, sobre todos os aspectos que envolvam a doença (diagnóstico, tratamento e prognóstico). Artigo 59, capítulo V do Código de Ética Médica: “É vedado ao médico deixar de informar o paciente o diagnóstico, prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta ao mesmo possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, a comunicação ser feita ao seu responsável legal”.    Conheça alguns dos principais erros médicos: “Todas as perdas e danos que ocorram por ato de uma pessoa, seja por imprudência, negligência ou imperícia devem ser reparados por aqueles que o causaram”.    Cirurgia de face, em que o cirurgião secciona o nervo facial do paciente provocando uma deformidade facial permanente; cirurgia plástica estética em que o cirurgião promete um resultado, e ocorre uma deformidade grave no paciente, decorrente do ato operatório. Médico que realiza um procedimento arriscado, sem discussão prévia com o paciente ou responsável, e o procedimento provoca danos ao paciente, exceção aos casos em que há risco de vida iminente para o paciente; erros grosseiros em um diagnóstico, provocando danos ao paciente (por exemplo, no caso de um paciente com derrame cerebral, no qual o médico administra apenas calmantes achando que é uma crise nervosa; médico que comete omissão de socorro, tendo como consequência sequelas ou a morte do paciente.   Médico que erra grosseiramente na dosagem de medicamento, provocando danos ao paciente; queimaduras de pele por radioterapia inadequada; paciente que apresenta um problema anestésico durante uma cirurgia, e que não é tratado a tempo, vindo posteriormente a ficar com sequelas ou morrer, devido a um ato de negligência do anestesista que se ausenta da sala de cirurgia durante um ato cirúrgico; além de erro em resultado de exame de laboratório, laudo de ultrassom, radiografia, etc.  

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave