Amal Clooney critica o Canadá por caso de jornalista da Al-Jazeera

Casada com o ator americano George Clooney, advogada pediu ao primeiro-ministro canadense ação ante as autoridades egípcias para obter a repatriação de seu cliente

iG Minas Gerais | AFP |

A advogada Amal Clooney, esposa do ator George Clooney, negou que teria sido ameaçada pelo Egito
Reprodução/Twitter
A advogada Amal Clooney, esposa do ator George Clooney, negou que teria sido ameaçada pelo Egito

A advogada Amal Clooney, representante do jornalista canadense da 'Al-Jazeera' Mohamed Fahmy, em liberdade condicional no Egito à espera de um novo julgamento, pediu ao primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, uma ação ante as autoridades egípcias para obter a repatriação de seu cliente ao Canadá.

Amal Clooney, casada com o ator americano George Clooney, expressou em um comunicado sua frustração com as "lamúrias acanhadas" da diplomacia canadense sobre o tema e sua incapacidade para acabar com o calvário de Fahmy.

A advogada mencionou uma declaração da secretária canadense de assuntos consulares, Lynne Yelich, que em 12 de fevereiro elogiou o anúncio de liberdade condicional de Fahmy, que passou mais de 400 dias detido, mas chamou de "inaceitável" que tenha que enfrentar um novo julgamento.

"Estas lamúrias acanhadas são totalmente inadequadas quando se trata de obter a aplicação de um acordo alcançado com um Estado soberano para a libertação de um cidadão", afirmou a advogada e ativista dos direitos humanos.

Clooney recordou que o cliente foi obrigado a renunciar à cidadania egípcia com o objetivo, pensou ele, de ser beneficiado por uma nova lei que permite a expulsão sine die dos estrangeiros acusados, o que aconteceu com o jornalista australiano da Al-Jazeera Peter Greste.

"O governo canadense também recebeu garantias do governo egípcio de que a saída (para o Canadá) era iminente", argumentou.

Os dois jornalistas foram detidos ao lado do colega egípcio Mohamed Baher em dezembro de 2013, acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana.

Em um primeiro julgamento em junho, Fahmy e Greste foram condenados a sete anos de prisão e Mohamed a 10 anos. Mas sentenças foram anuladas em janeiro por um tribunal de apelações, que ordenou um novo julgamento para 8 de março.

"Não existe nenhum obstáculo jurídico para sua transferência imediata ao Canadá. O primeiro-ministro canadense ignorou até o momento os apelos da sociedade canadense e de políticos para pegar o telefone e intervir pessoalmente no caso", lamentou Amal Clooney.

A advogada aguarda um visto para viajar ao Egito, onde pretende obter uma "resolução rápida e completa do caso".  

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