Dnit devolve projeto do Anel

Órgão federal recusa estudo feito pelo DER-MG e afirma que detalhamento das obras precisa de ajustes

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Susto. Motorista inabilitado perdeu controle da Strada e despencou de viaduto, atingindo um táxi
Wendel Alvares / Divulgacao
Susto. Motorista inabilitado perdeu controle da Strada e despencou de viaduto, atingindo um táxi

Imagine a cena: você está dirigindo pela avenida e, de repente, quando passa embaixo do viaduto, despenca um carro em cima do seu. “Menina, pense num susto horrível. Corro o risco de perder o movimento da mão, mas eu nasci de novo e já tenho história para contar”, disse o taxista André Damião, 26, que viveu exatamente essa situação, nesta quinta. O local do acidente envolve um velho conhecido dos belo-horizontinos: o Anel Rodoviário. Ao que parece, dessa vez, o problema foi a imprudência, mas o histórico da via, que só em janeiro teve uma média de quatro colisões por dia, deixa todo mundo receoso.

Damião não pode deixar de rodar lá porque é taxista, mas vai se lembrar do acidente por muitos dias, talvez até que o Anel Rodoviário seja uma via mais segura, sem gargalos, como o próprio viaduto São Francisco (de onde caiu o carro), que tem um estreitamento na pista. Mas parece que isso ainda está longe de ocorrer, pelo menos uns cinco anos, e cerca de R$ 2 bilhões, que seria o custo e a duração da obra.

No momento, depois de muitas idas e vindas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) devolveu, mais uma vez, neste mês, o projeto dos trechos prioritários do Anel (20% do total). Conforme o órgão, o antigo governo havia entregue o documento, supostamente corrigido, no fim do ano passado, mas foram constatadas “inconformidades”, necessitando de mais ajustes técnicos.

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que está se inteirando de todos os projetos e analisando a situação financeira, que não estaria boa para iniciar contrapartidas no momento. “Nesse primeiro semestre, será dada prioridade às obras em andamento, que podem ter prejuízos se ficarem paradas. Pegamos um cemitério de obras do governo anterior, mas agora tudo vai ser feito”, disse o deputado estadual Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa.

Em defesa do PSDB, o deputado Lafayette de Andrada afirma que o “cemitério” era das obras que dependiam do governo federal. “Fizemos tudo que foi pactuado”, afirmou.

Os três primeiros trechos do único projeto perto de finalizar, identificado como prioridade 1, eram para ter começado em junho de 2014.

Pendência

Obra. No ano passado, os governos estadual e federal divergiram quanto ao tipo de regime para licitar as obras da prioridade 1. Pendências financeiras também impediram o trâmite do projeto.

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