Dos males, o menor

iG Minas Gerais |

Empatar fora de casa na Copa Libertadores não pode ser considerado um mau resultado. Principalmente quando se joga na altitude. O Cruzeiro não foi brilhante diante do Universitário de Sucre, na Bolívia. Criou chances, mas pecou nas finalizações. Como muitos gostam de dizer, faltou oxigênio nos 2.800 m de Sucre. Dos males, o menor. O 0 a 0 acabou ficando de bom tamanho, até porque o outro jogo do grupo 3, entre Huracán, da Argentina, e Mineros, da Venezuela, também terminou empatado, o que deixa todas as equipes com um ponto. A derrota recente do Internacional para o Strongest, na altitude de La Paz, mostra o quanto um jogo se torna difícil com o ar rarefeito. O destaque em Sucre ficou por conta do meia-atacante Marquinhos, que esbanjou preparo físico, com muita velocidade no ataque. Como bem disse o técnico Marcelo Oliveira, o jogo da volta, contra os bolivianos, na última rodada, no Mineirão, será bem diferente, com grandes chances de uma boa vitória. Na terça-feira, o Cruzeiro recebe, no Gigante da Pampulha e com o apoio da torcida, o Huracán. Ao que tudo indica, será o adversário mais complicado do grupo, mas com amplo favoritismo do time celeste.

Complicou! Decepcionante o início do Atlético na Copa Libertadores. A torcida já não havia digerido a derrota para o Colo-Colo, em Santiago. Agora, o tropeço diante do Atlas, do México, em pleno Independência, coloca suspeitas sobre o futuro do time no grupo 1 da competição sul-americana. Evidentemente, o Galo ainda tem chances de se recuperar e ficar com uma das duas vagas, mas precisará melhorar muito daqui para frente. Na minha opinião, o Atlético tem sentido falta daquele que talvez tenha sido seu grande nome do ano passado. E não estou falando em Diego Tardelli. Estou me referindo ao preparador físico Carlinhos Neves, que deixou o time voando na reta final da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro. O Galo de hoje não tem a mesma pegada do ano passado. Nem a mesma força. E isso parece estar refletindo em tudo dentro de campo. Contra o Atlas, a equipe até apresentou vontade, mas faltaram qualidade e força física. Sentiu muito a ausência de jogadores importantes, como Lucas Pratto e Marcos Rocha, contundidos. E nenhuma equipe passa impunemente a isso. Agora, o técnico Levir Culpi ganha 20 dias para reinventar o time até o jogo decisivo contra o Santa Fé, em Bogotá, no dia 18 de março. Hora do descanso Após o jogo desgastante na altitude de Sucre, o Cruzeiro volta a campo amanhã pelo Campeonato Mineiro, enfrentando o Tupi, às 16h, em Juiz de Fora. O técnico Marcelo Oliveira – acertadamente – anunciou que vai poupar os titulares, escalando um time alternativo. Além do cansaço, a próxima partida do Cruzeiro pela Copa Libertadores já será na terça-feira, contra o Huracán, da Argentina, no Mineirão. Por isso, todo cuidado é pouco. O meia-atacante uruguaio Arrascaeta, um dos destaques do time, sentiu a altitude e acabou substituído. Ainda assim, vai mostrando, aos poucos, suas qualidades e pode somar muito ao Cruzeiro. Em apuros O setor ofensivo tem tirado o sono do técnico Levir Culpi no Atlético. O argentino Lucas Pratto, que chegou ao clube como referência para o ataque e com a missão de substituir Diego Tardelli, desfalcou o time nos jogos contra Colo-Colo e Atlas, fazendo muita falta. De renegado, Jô passou a ser a solução. Fez pouco em Santiago e perdeu a partida contra os mexicanos, também por contusão. André, outro renegado, foi promovido a titular, mas teve atuação abaixo da média na derrota para o Atlas. Nem mesmo Luan, xodó da torcida, tem feito a diferença. Levir Culpi está em apuros. Sorte do treinador que o próximo jogo na Libertadores será apenas no dia 18. Em alta Muito boa a estreia do América na Copa do Brasil. Embalado após a vitória sobre o Atlético no clássico, o Coelho fez bonito: bateu o Luziânia por 3 a 0, no interior de Goiás, e avançou na competição, sem precisar do jogo de volta no Independência. Felipe Amorim roubou a cena: marcou duas vezes e sofreu o pênalti que originou o terceiro gol. Amanhã, pelo Campeonato Mineiro, o América recebe a Caldense, no Independência, tentando manter a boa fase. (Colaboração: Michel Angelo)

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