Trauma na infância requer combinação de tratamentos

Talvez, se você for deprimido com um hipocampo comprometido, tenha que aprender ativamente com a psicoterapia a combater a depressão

iG Minas Gerais |

Nova York. Fatores clínicos também podem ajudar os pacientes com depressão a conseguir o melhor tratamento. Há, por exemplo, uma evidência interessante de que pacientes com depressão que possuem uma história de trauma de infância, como a perda de um parente muito cedo ou abuso sexual ou físico, não respondem tão bem aos antidepressivos quanto à psicoterapia.  

Em grande estudo multicêntrico, o doutor Charles Nemeroff, professor de psiquiatria da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu que, para adultos com depressão sem um histórico de abuso, havia uma classificação clara da ordem de eficácia dos tratamentos: psicoterapia e um antidepressivo – nesse caso, Serzone – juntos eram superiores a qualquer tratamento sozinho. Mas, para aqueles que possuíam histórico de trauma infantil, os resultados eram muito diferentes: 48% deles tiveram uma remissão com psicoterapia apenas, mas só 33% responderam bem ao antidepressivo sozinho. A combinação de psicoterapia e medicamento não foi significativamente melhor do que a psicoterapia sozinha.

Uma explicação é que o histórico de trauma no começo da vida está fortemente correlacionado com um encolhimento do hipocampo, uma região do cérebro importante para a memória e o aprendizado.

Talvez, se você for deprimido com um hipocampo comprometido, tenha que aprender ativamente com a psicoterapia a combater a depressão. Os antidepressivos sozinhos podem não ser suficientes.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave