Produção cai e ociosidade na indústria aumenta, diz pesquisa da CNI

Expectativas dos empresários para os próximos seis meses também são negativas; o índice em relação à demanda caiu para 48,9 pontos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950
Wellington Pedro/ Imprensa MG
Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950

A indústria brasileira começou o ano com queda na produção e no emprego.  Em janeiro, o indicador de evolução da produção ficou em 42,7 pontos e o de emprego alcançou 44,4 pontos, o que aprofunda o quadro de desaquecimento do setor, informa a Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos e, quando estão abaixo de 50 pontos, revelam queda na produção e no emprego.

De acordo com a pesquisa, a queda na produção foi mais intensa nas pequenas empresas, segmento em que o indicador recuou para 37,1 pontos, se afastando ainda mais da linha divisória dos 50 pontos. Nas grandes empresas, o índice foi de 46,6 pontos e, nas médias, de 40,7 pontos.

Com a retração da atividade, a utilização da capacidade instalada da indústria caiu para 67%, o nível mais baixo para o mês de janeiro desde 2011, quando a pesquisa passou a ser feita mensalmente. O desaquecimento no setor e a elevada ociosidade também reduziram a disposição dos empresários para investir. O Índice de Intenção de Investimento caiu 2,6 pontos percentuais em janeiro, na comparação com  dezembro, e alcançou 49,4 pontos. Em relação a janeiro do ano passado, a queda foi de 10,1 pontos percentuais.

Pessimismo em alta

As expectativas dos empresários para os próximos seis meses também são negativas. Em fevereiro, o índice de expectativa em relação à demanda caiu para 48,9 pontos, o de quantidade exportada recuou para 49,5 pontos, e o de número de empregados alcançou 44,9 pontos. Todos os indicadores ficaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

A pesquisa foi feita entre 2 e 12 de fevereiro com 2.244 empresas, das quais 897 são pequenas, 814 são médias e 533 são de grande porte.

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