Após chuva, SP ainda tem problemas de alagamento e árvores caídas

Forte chuva de quarta-feira (25) complicou a volta para casa do paulistano; um homem morreu atingido por fios elétricos após queda de árvore

iG Minas Gerais | Folhapress |

Chuva provoca 37 pontos de alagamento em São Paulo (SP)
ESTADÃO CONTEÚDO
Chuva provoca 37 pontos de alagamento em São Paulo (SP)

A forte chuva que atingiu São Paulo no final da tarde de quarta-feira (25) provoca reflexos na vida do paulistano na manhã desta quinta-feira (26). A avenida Presidente Wilson, no Ipiranga (na zona sul de SP), continua com um ponto de alagamento intransitável.

Ainda há árvores caídas e problemas com semáforos. A previsão para hoje é de sol com altas temperaturas na capital paulista, mas com novas pancadas de chuva no fim do dia.

A prefeitura ainda não divulgou o balanço de árvores caídas nem quantas ruas seguem bloqueadas. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) também não informa o número de ruas que estão bloqueadas por conta de quedas de árvores. A companhia diz que apenas 1,07% dos semáforos da cidade está com problemas.

Os trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) operam normalmente. No início da manhã, os trens da linha 7-rubi da CPTM operavam com velocidade reduzida entre Francisco Morato e Jundiaí. Segundo a CPTM, o problema já foi solucionado e ocorreu devido a uma falha no sistema de energia.

A forte chuva de quarta deixou um homem de 47 anos morto em Santa Cecília, região central de SP. O carro de José Paulo Machado foi atingido por fios elétricos após a queda de uma árvore. O acidente aconteceu por volta das 16h, na rua Tupi, quando a vítima seguia para uma entrevista de emprego. Machado chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Trânsito recorde

A chuva de quarta-feira complicou a volta para casa do paulistano. A CET registrou o maior congestionamento do ano, chegando a 294 km de filas, às 19h, o que corresponde a 33,4 km dos 868 km de vias monitoradas. Semáforos com falha e quedas de árvore também prejudicaram o trânsito.

Com o término da maior parte dos alagamentos, a avenida Luis Inácio de Anhaia Melo (zona leste) tinha uma fila de guinchos para remover os carros atingidos pela enchente. Algumas pessoas lamentavam a falta de seguro para arcar com o prejuízo. "A cidade não tem estrutura, não suporta chuva forte", disse o administrador Cesar de Lucca, 38.

Já na CPTM, três linhas de trens foram afetadas por alagamentos e raios, e tiveram a circulação suspensa em alguns trechos. A linha 8-diamante e a 10-turquesa foram normalizadas no decorrer do dia, mas a linha 7-rubi ainda tinha trens trafegando com velocidade reduzida por volta das 21h.

Com isso, houve registro de tumulto e vandalismo afetando o metrô e a CPTM, que têm estação integrada na Barra Funda. Segundo a assessoria do Metrô, o problema começou na CPTM, que teve uma composição depredada. Em seguida, houve tumulto na estação, com a suspensão do embarque para o metrô. Às 21h, no entanto, a situação já estava mais calma.

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