Festival modifica Galpão e pretende chegar à Europa

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Espaço. Galpão recebe pela primeira vez um festival de música
lfqr/divulgação
Espaço. Galpão recebe pela primeira vez um festival de música

A expressão francesa que dá nome ao La Femme Qui Roule é inspirada na serra do Rola Moça, onde o músico Leonardo Marques morou durante as gravações do seu primeiro disco solo, “Dia e Noite no Mesmo Céu” (LFQR, 2012). “Eu e o Yannick (Falisse) criamos uma relação forte com o povoado de Casa Branca, na serra, por causa do meu disco. Então pegamos a expressão literal ‘a mulher que rola’ e colocamos no francês, em homenagem à mãe de Yannick, que é francesa. É uma ideia de carinho à serra do Rola Moça, onde todas as nossas ideias nasceram espontaneamente”, explica Leonardo.

Cria nova no cenário musical de Minas Gerais, o LFQR começa a produzir uma história instigante, não apenas pelo primeiro festival de música independente que será realizado no Galpão Cine Horto amanhã e sábado. A ideia dos organizadores do evento é, além de divulgar artistas mineiros, também levar esses talentos até a Europa.

O produtor executivo do LFQR, Marcelo Santiago, diz que o festival tem a espinha dorsal semelhante ao Eletronika, criado em 2009 como um evento de novas tendências musicais, mesclando design, arte e música. “É uma ideia parecida mesmo. Divulgar artistas que não são conhecidos para eles ganharem projeção. Nessa edição a gente não conseguiu trazer um artista belga, que era a ideia: criar uma conexão entre Minas e a Bélgica, já que o Yannick é de lá e teria essa facilidade de interação”, explica Leonardo.

Na prática, o LFQR pode ganhar uma edição na Bélgica, logo no primeiro semestre de 2016, por meio de captação de recursos via Lei Rouanet. “Ainda vamos entrar com o projeto e fazer mais análises. Mas o fato é que não queremos só levar artistas para serem inseridos na gringa. Queremos levar uma edição do LFQR para fora, podendo se expandir mais e mais, tecendo uma rede entre artistas”, completa Marcelo.

Muito antes disso, a primeira edição do festival no Galpão Cine Horto promete transformar um dos lugares mais tradicionais do teatro mineiro em palco de shows de rock. Para isso, as arquibancadas laterais do espaço serão retiradas provisoriamente, dando mais espaço para comportar as cerca de 300 pessoas que devem comparecer ao festival. “Alugamos toda a estrutura de som e vamos ter uma iluminação diferente, porque não dava para usar a do teatro. A ideia é ocupar um espaço novo mesmo, trazer as pessoas para uma casa que elas não estão acostumadas normalmente”, completa Marcelo. “E tem uma ideia também de sair um pouco da região Centro-Sul, ocupar espaços muito pouco usados para shows na cidade”, acrescenta Leonardo.

Como complemento dos shows, o designer Yannick Falisse prepara uma série de projeções para dar cor e movimento às apresentações. Segundo ele, telões vão exibir artes gráficas, e os jogos de luzes vão interagir com esse designe. “É uma dinâmica maior do que simplesmente ir assistir a um show. Haverá todo um clima especial, dentro de um espaço teatral também especial. Isso faz diferença para a música que se assimila e espero que cause um conforte grande no público”, avalia Yannick.

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