ALMG é palco de manifestação que pede a revisão do auxílio-moradia

Cerca de 200 pessoas participaram do ato, que chegou a espalhar fotos dos parlamentares que foram favoráveis à decisão

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Fotos dos parlamentares que apoiaram a volta do auxílio-moradia foram espalhadas pelo salão da ALMG
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Fotos dos parlamentares que apoiaram a volta do auxílio-moradia foram espalhadas pelo salão da ALMG

Cerca de 200 pessoas participaram, na tarde desta quinta-feira (26), de um ato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) contra o auxílio-moradia para os deputados estaduais, que foi aprovado no último dia 10 de fevereiro com 36 votos favoráveis e 22 contrários à medida. Fotos dos parlamentares que votam a favor da medida foram espalhadas pelo local.

De acordo com um dos integrantes do movimento, que preferiu não ser identificado, o ato teve início por volta das 14h. "Tudo começou pelo Facebook e acabou recebendo apoio de alguns sindicatos da cidade. Era um grupo pequeno, mas que acabou reforçado pela presença de um pessoal das ocupações, que já estavam na assembleia para uma audiência", contou. 

A regalia havia sido suspensa no ano passado e, neste ano, os parlamentares voltaram com o auxílio, que atualmente é de R$ 2.850 mensais. Entretanto, já existem indícios de que a partir de março o valor poderá chegar a R$ 4.377,73, que é o teto estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça aos seus membros do Judiciário.

"Acreditamos que o salário que eles recebem já é mais do que suficiente até mesmo para aqueles que não tem casa na região metropolitana. Mas o pior de tudo é que alguns deles que são agentes da especulação imobiliária, tendo vários imóveis alugados na capital e recebendo verba para pagar aluguel", afirma o manifestante. 

Ainda de acordo com ele, o movimento questiona como os deputados adotam uma medida destas sabendo que o Estado está quebrado. "O último governo deixou uma dívida muito grande e são vários os servidores mineiros que não recebem o piso. Enquanto precisamos de ajustes nas contas os deputados aprovam algo que deixará um rombo enorme", disse. 

Os moradores das ocupações aproveitaram o ato para reclamar que os projetos de moradia populares não vão para frente enquanto o Estado gasta com auxílio-moradia com deputados que já recebem muito bem. "Isso é desmoralizante para o Estado, só queremos que eles revejam essa posição", afirmou. Nenhum deputado chegou a dialogar com  os manifestantes durante o ato. 

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