Barbosa diz que ajuste faz parte de uma estratégia de crescimento

Ministro do Planejamento afirmou ainda que o governo adota uma estratégia ampla para recuperar a situação econômica do país que pode ter um impacto negativo no curto prazo

iG Minas Gerais | Folhapress |

O ministro Nelson Barbosa (Planejamento) defendeu nesta quinta-feira (26) as medidas do governo para promover o ajuste fiscal na economia. Para ele, as propostas de alteração em regras trabalhistas e previdenciárias não têm "excessos" e estão "na medida certa".

O ministro visitou os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para angariar apoio à aprovação de duas medidas provisórias que tratam do assunto.

"O que a gente mandou não tem nenhum excesso, o que a gente mandou está na medida certa e na medida necessária para corrigir as distorções e promovem um aperfeiçoamento das políticas sociais e ajudam neste momento que a gente tem também uma necessidade fiscal maior", afirmou.

Barbosa afirmou ainda que o governo adota uma estratégia ampla para recuperar a situação econômica do país que pode ter um impacto negativo no curto prazo mas que gerará um resultado expansionista no futuro.

"Essas medidas provisórias são parte de uma estratégia de um ajuste fiscal gradual e bem distribuído. Necessário neste momento que pode ter um impacto recessivo na economia a curto prazo mas tem um impacto expansionista [a longo prazo] porque ele viabiliza a recuperação do crescimento", disse Barbosa.

Um dos exemplos citados pelo ministro como parte da estratégia é o decreto editado pelo governo nesta quarta-feira (25) que determinou o congelamento de R$ 142,6 bilhões em despesas remanescentes de anos anteriores.

Apesar do montante elevado, o impacto da medida, adotada por meio de decreto, tende a ser modesto no ajuste das contas públicas promovido neste ano.

"O decreto de ontem [quarta] é parte de uma estratégia. não tem uma medida só. Nós temos adotado um conjunto de medidas que começou no ano passado e continuou com a revisão da meta fiscal", afirmou Barbosa citando, em seguida, outros exemplos como a revisão de programas do BNDES e o corte de 33% do gasto discricionário do governo enquanto o orçamento de 2015 não é aprovado pelo Congresso.

CLAREZA

Um dia após o ex-presidente Lula ter pedido a correligionários para explicarem melhor à sociedade quais são os objetivos das medidas, Barbosa afirmou que o governo ainda não teve a "oportunidade de esclarecer nossa posição". "Por isso que essas visitas são necessárias. Não dá para falar em equívoco de A ou B até porque nós não tivemos a oportunidade de apresentar o quadro como um todo", disse.

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