Com relação em crise, Dilma recebe cúpula do PMDB

Michel Temer chegou a dizer em uma conversa telefônica com Dilma que a sigla está no "limite da governabilidade", indicando uma chance real de rompimento

iG Minas Gerais | Folhapress |

Presidenta Dilma colocou à disposição recursos do governo federal para as ações atuais e também para a fase de recuperação, quando os prefeitos farão um levantamento dos prejuízos materiais
Antonio Cruz / Agência Brasil
Presidenta Dilma colocou à disposição recursos do governo federal para as ações atuais e também para a fase de recuperação, quando os prefeitos farão um levantamento dos prejuízos materiais

Depois de o ex-presidente Lula se encontrar com peemedebistas, a presidente Dilma Rousseff convidou a cúpula do PMDB para um jantar na próxima segunda-feira (2).

A relação da petista com o principal partido de sua base de apoio atingiu um alto nível de desgaste nas últimas semanas e forçou o vice-presidente da República, Michel Temer, a dizer em uma conversa telefônica com Dilma que a sigla está no "limite da governabilidade", indicando uma chance real de rompimento.

Além de Temer, serão recebidos no Palácio da Alvorada os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Em um giro por Brasília, o ex-presidente Lula conversou com peemedebistas e ouviu reclamações em relação ao tratamento dado pelo Palácio do Planalto à legenda. Neste momento, a presidente precisa mais do que nunca do apoio do PMDB para aprovar as medidas de ajuste fiscal.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse a Lula que ele é o "fiador" da relação do partido com o PT e pediu sua intervenção para recompor as pontes com o governo Dilma. O senador ponderou que é necessário "reordenar" a coordenação política para aproximar os peemedebistas do Planalto.

O petista ressaltou a importância de diálogo com o PMDB e disse que vai ajudar na retomada da interlocução da legenda com o Planalto. Desde a reeleição de Dilma, o PMDB tem se queixado da falta de interlocução com a presidente e de acesso às decisões centrais do governo, o que desgastou a relação entre eles.

Segundo Eunício, Lula afirmou aos senadores que o PMDB é um partido essencial para a coalizão política do governo porque, "com a firmeza do PMDB", as outras siglas se sentem "seguras" para fazer um entendimento com o governo.

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